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Razões para acabar com o Preço Mínimo do trigo no Brasil

O governo divulgou o novo Preço Mínimo de “Garantia” (PMGF) para o trigo no Brasil, com redução de 3,6%, devendo passar de R$ 38,65/saca para R$ 37,26/saca, levando em consideração a redução dos juros e do dólar no período. O Preço Mínimo foi criado para cobrir os custos de produção de trigo e eventualmente dar alguma lucratividade ao produtor.
 
No entanto, na visão do analista sênior da Consultoria Trigo & Farinhas, Luiz Carlos Pacheco, o PMGF deste ano já nasce defasado: “Considerando apenas os custos variáveis, atualizados pelo Deral-PR, que respeitamos como muito sérios no acompanhamento dos custos porque atualizam a cada 3 meses, este órgão do governo paranaense registra um valor de R$ 38,53/saca de 60 quilos, cerca de 3,67% acima do novo Preço Mínimo estabelecido pelo governo”.
 
Segundo Pacheco, há outros motivos pelos quais se deveria extinguir o Preço Mínimo:
 
a) Os valores atribuídos pelo Governo ao Preço Mínimo de Garantia para o trigo nunca cumpriram a sua missão, isto é, nunca garantiram sequer o valor de face divulgado pelos órgãos oficiais, muito menos atenderam aos custos de produção (todos os anos os dirigentes reclamam disto na mídia e não acontece nada);
 
b) Frequentemente o valor do Preço Mínimo estipulado pelo governo confunde a cabeça dos agricultores, que ficam esperando este valor que nunca vem e perdem boas oportunidades de mercado. Esta situação foi particularmente grave na safra passada, de 2016/17: os produtores e seus dirigentes, ao invés de fazerem as contas corretas (volume de sacas colhidas, entre 70 e 90/hectare, vezes o preço de mercado, igual a lucros entre 35% e 47% no início da safra), compararam o preço de mercado (R$ 30,00/saca) com o valor do Preço Mínimo (R$ 38,53) e concluíram erradamente que havia um prejuízo de -22,13%. E foram pedir ajuda ao governo para cobrir este “prejuízo” do agricultor (outro movimento errado, deveriam sair pelo mundo oferecendo este trigo, como fizeram os argentinos que, depois disto, conseguiram o que os gaúchos queriam: elevar o preço de US$ 165/t para US$ 200/t, ou R$ 630/t). O governo enrolou, enrolou, fez que fez e não fez e a única que levou efetivamente uma migalha do Preço Mínimo foi a Coamo no último leilão. Nenhum outro agricultor do país conseguiu o Preço Mínimo Garantido pelo Governo Federal nesta ou em outras safras passadas, mas todos tiveram prejuízos imensos por não terem vendido no momento e da forma certa.
 
c) Assim, a divulgação do Preço Mínimo é uma grande farsa. Os seus defensores (alguns agricultores que plantam mal, colhem mal e vendem mal, com saudades do CTRIN) dizem que o trigo é uma atividade de risco e que o agricultor precisa de uma garantia para plantar. Muito bem. Verdade. Mas, então que seja uma garantia efetiva, não fictícia, que nunca se concretiza e que, como demonstramos, mais atrapalha que ajuda. Ocorre que nós não acreditamos que qualquer governo brasileiro cumpra o PMGF.
 
d) Nos países onde o trigo dá lucro não existe PMGF. E isto não é coincidência!
 
e) A experiência da história do próprio trigo no Brasil mostrou que, enquanto ele foi amparado pelo governo (CTRIN), tinha uma produtividade que oscilava entre 750-950 quilos/hectare. Depois que esta instituição foi extinta no governo Collor, em 1990, criaram-se os institutos de pesquisa e a produtividade já triplicou, nos mesmos estados produtores. Este foi um choque de produtividade. Precisa haver agora um choque de comercialização. Este choque será eliminar o PMGF, semelhante ao pai que suspende a mesada do filho que, assim, é obrigado a se virar para sobreviver (e geralmente consegue mais dinheiro do que a mesada). É o que vai acontecer. Todos
 
os anos nós provamos em nossos comentários que o próprio mercado, em vários momentos, oferece preços satisfatórios, que atendem a lucratividade do produtor.
 
f) E se a geada matar as lavouras ou transformar o trigo de tipo 1 em trigo forrageiro, como vai ficar o meu prejuízo sem PMGF? Vai ficar muito melhor! Primeiro que, como dissemos, o PMGF não garante nada e é uma grande farsa. Segundo, porque os produtores (mais ainda, suas cooperativas, que sabem disto e não usam, de medo), irão buscar segurança onde ela é efetiva e eficaz, isto é, nos mercados futuros, que estão aí justamente para garantir bons preços e independem da qualidade do trigo colhido! Na safra 2015/16, aquela que danificou 70% da safra gaúcha e boa arte da safra do Paraná, fizemos cálculos e demonstramos que as coberturas no mercado futuro garantiriam R$ 8,75/saca que, adicionados aos R$ 25,00/saca pagos pelas fábricas de ração pelo trigo forrageiro, totalizavam um preço final de R$ 33,75/saca, para este tipo de trigo, praticamente igual ao pago pelo trigo tipo 1 da época. Isto é ou não é uma garantia de lucratividade diante de uma perda de qualidade da safra?
 
g) Além disso, o seguro agrícola tem se mostrado eficiente e eficaz, pelo menos parcialmente (tem que ser reformulado, claro, estendido a todos os que efetivamente pagarem, não apenas aos que tomarem financiamento, etc.).
 
Fonte: https://www.agrolink.com.br/noticias/razoes-para-acabar-com-o-preco-minimo-do-trigo-no-brasil_390887.html / Créditos: Paulo Kurtz, Embrapa / Por  – Leonardo Gottems

Produtores deverão vacinar todo o rebanho bovino a partir de 1º de maio

A partir de 1º de maio os produtores mato-grossenses devem vacinar todo o rebanho bovino e bubalino contra a febre aftosa. A primeira etapa de 2017 da campanha de vacinação contra a doença segue até o dia 31 de maio. Diferente dos últimos anos, nesta etapa todos os animais deverão ser vacinados pois o calendário foi invertido em 2016. Portanto, em maio serão vacinados os animais de mamando a caducando e em novembro os animais de 0 a 24 meses.
 
“A alteração, aprovada pelo Ministério da Agricultura, atende ao pedido dos produtores de Mato Grosso, pois em maio as chuvas são menos frequentes do que em novembro, facilitando assim o manejo dos animais. Além disso, novembro é um mês em que os produtores que fazem Integração Lavoura-pecuária (ILP) estão semeando a soja e a vacinação de todo o rebanho gera mais trabalho do que em apenas nos animais jovens”, explica Antônio Carlos Carvalho de Sousa, diretor da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato).
 
A febre aftosa é uma doença viral altamente infeciosa que acomete os animais biungulados. Sua ocorrência representa veto a mercados importantes e, consequentemente, prejuízos econômicos para o setor, por isso a importância de proteger o rebanho da doença por meio da vacinação. Os produtores também precisam fazer a comunicação da vacina e a atualização do rebanho junto ao Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) até o dia 10 de junho.
 
De acordo com a Lei Nº 10.486, de 29 de dezembro de 2016, quem não respeitar o calendário de vacinação poderá ser penalizado com o pagamento de multas no valor de uma Unidade de Padrão Fiscal (UPF) por cabeça não vacinada.
 
 
Fonte: https://www.agrolink.com.br/noticias/produtores-deverao-vacinar-todo-o-rebanho-bovino-a-partir-de-1–de-maio_390894.html / https://www.agrolink.com.br/noticias/produtores-deverao-vacinar-todo-o-rebanho-bovino-a-partir-de-1–de-maio_390894.html / Créditos: Divulgação

Especialistas veem como positivo investimento estrangeiro no agronegócio

Especialistas do setor rural entre autoridades, dirigentes e acadêmicos, reunidos em evento em Campinas (SP) na última quinta-feira (06) afirmaram ser favoráveis ao investimento estrangeiro em ativos do agronegócio brasileiro, como, por exemplo, terras. Projeto de Lei do executivo sobre o tema está pronto para ser votado na Câmara dos Deputados.
 
 
 
O ex-ministro da Agricultura e atual presidente da Abramilho, Alysson Paolinelli, disse que é preciso estimular o investimento internacional no agronegócio brasileiro, mas o Estado, obviamente, precisará regular.
 
O professor da FEA-USP de Ribeirão Preto, Marcos Fava Neves, afirmou não ver nenhum problema – do investimento estrangeiro em terras – desde que gere valor do ponto de vista econômico e social para o Brasil. “Não há melhor investimento no mundo do que produzir comida em nosso País”. Segundo Fava Neves, indo além da questão da terras, a China, vai investir cada vez mais na compra de empresas de insumos e tradings agrícolas no País.
 
Presente ao evento, o secretário da Agricultura de São Paulo, Arnaldo Jardim, também afirmou ser favorável à compra de terras por estrangeiros. No entanto, o secretário alertou para o fato de que o controle majoritário de terras por estrangeiros poderá levar à verticalização de algumas cadeias produtivas, e isso exigirá mudanças, por exemplo, na legislação de índices de produtividade.
 
Isso porque, de acordo com a análise de Jardim, caso uma empresa internacional, detentora de grandes áreas de terras, decida diminuir a produção de soja, por exemplo, devido à queda dos preços internacionais, esta decisão irá de encontro à regra de índices de produtividade. “Isso vai nos exigir à criação de novas regras, que deem equilíbrio a esta questão.”
 
 
 
Fonte: http://www.uagro.com.br/editorias/agricultura/2017/04/11/especialistas-veem-como-positivo-investimento-estrangeiro-no-agronegocio.html / Foto: Nelore Grendene / Por DATAGRO

Cálculo para pagamento do Imposto Territorial Rural (ITR) pode mudar

O cálculo para pagamento do Imposto Territorial Rural (ITR) pode mudar. A proposta que está em análise na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) propõe que o Ato Declaratório Ambiental (ADA) seja substituído pelo Cadastro Ambiental Rural (CAR). A iniciativa já foi aprovada nas comissões de Agricultura, Reforma Agrária e Meio Ambiente e depois de analisada pelo CAE segue para a Câmara dos Deputados.
 
Nas regras atuais, para que o produtor tenha o imposto calculado, são desconsideradas áreas de preservação permanente, reserva legal, as que não servem para agropecuária e as declaradas de interesse para a proteção dos ecossistemas. Mas é necessária que estas informações constem no ADA, que é um registro feito pelo produtor junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
 
Para o senador Donizeti Nogueira, autor da proposta, o CAR é um instrumento mais moderno e está vinculado ao Sistema Nacional de Informação sobre Meio Ambiente (Sinima).  Como o CAR ainda não está funcionando em todos os lugares, de acordo com proposta, a adoção para fins de ITR não será obrigatória, desta forma, caso o produtor prefira continuar usando o Ato Declaratório Ambiental, não terá problema.
 
Segundo o relator da proposta na comissão da Agricultura, o senador Lasier Martins (PSD-RS), o produtor terá vantagens com esta troca. “O projeto se mostra adequado, pois induz a ampliação de eficiência no setor rural e o produtor ainda poderá ter redução no pagamento do ITR”, afirma.  
 
 
Fonte: http://www.uagro.com.br/editorias/agricultura/2017/04/17/calculo-para-pagamento-do-imposto-territorial-rural-itr-pode-mudar.html / Exclusiva Redação Uagro

Agronegócio ainda engatinha em construção de marcas

O agronegócio demonstra certa evolução nos processos de agregação de valor, mas ainda engatinha no que diz respeito à construção de marcas. Foi o que destacou a diretora da Agromarketing Mix, Mariângela Albuquerque, em painel do Fórum das Cooperativas Agropecuárias, nesta semana, em São Paulo (SP). 
 
Agronegócio precisa dar mais importância para a construção de marcas, diz especialistasAgronegócio precisa dar mais importância para a construção de marcas, diz especialistas
 
Segundo Mariângela, produto é o que é feito na fazenda, na fábrica, mas marca é algo que é percebido e posteriormente adquirido pelo consumidor. De acordo com a especialista, o agro já apresenta alguns bons exemplos na primeira parte, avançando no tocante à adição de valor, mas patina em relação à construção de marcas. ”O setor precisa compreender que a marca é um ativo financeiro, que vale dinheiro, e por isso é tão importante.”
 
No caso das cooperativas, por exemplo, Mariângela pontuou que incorporar aos produtos agrícolas valores e princípios do cooperativismo que encontram eco no consumidor [solidariedade, relação direta produtor-consumidor, valorização e origem de uma determinada região etc.] é uma estratégia de diferenciação que pode ser explorada. 
 
Também presente ao evento, Fabíola Motta, gerente de relações institucionais da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), adiantou que a entidade trabalha no desenvolvimento de um selo a ser estampado em produtos originários das cooperativas.
 
Por sua vez, Ricardo Bartholo, presidente da Expocaccer, lembrou que certificações relacionadas, por exemplo, a “slow food”, “comércio justo”, “food smiles”, “produtos naturais” são algumas ferramentas de diferenciação que podem ser trabalhadas pelas cooperativas. Segundo ele, mostrar origem e diferenciação são estratégias que ganharam muita força no agronegócio do café, por exemplo, especialidade da Expocaccer. “Estabelecer confiança com o consumidor é fundamental.”
 
 
Fonte: http://www.uagro.com.br/editorias/agroindustria/2017/04/06/agronegocio-ainda-engatinha-em-construcao-de-marcas.html