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Projeção para inflação cai para 6,72% este ano

Instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) reduziram a projeção de inflação pela terceira vez seguida. A estimativa de inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), caiu de 6,80% para 6,72%. Para 2017, a estimativa é mantida em 4,93% há duas semanas. As estimativas fazem parte de pesquisa feita pelo BC ao mercado financeiro sobre os principais indicadores econômicos.
 
A projeção de instituições financeiras para a queda da economia (Produto Interno Bruto – PIB – a soma de todas as riquezas produzidas pelo país), este ano, piorou ao passar de 3,40% para 3,49%. Para 2017, a expectativa de crescimento foi alterada de 1% para 0,98%.As projeções ultrapassam o centro da meta que é de 4,5%. O teto da meta é 6,5% este ano, e 6% em 2017.
 
Reunião do Copom
 
O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reúne-se amanhã e na quarta-feira (30) para definir a taxa básica de juros, a Selic. A expectativa é que dê continuidade ao ciclo de cortes na Selic, com redução da taxa dos atuais 14% ao ano para 13,75% ao ano. Para o final de 2017, a expectativa para a Selic é 10,75% ao ano.
 
A taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve como referência para as demais taxas de juros da economia.
 
Ao reajustá-la para cima, o BC contém o excesso de demanda que pressiona os preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando reduz os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas alivia o controle sobre a inflação.
 
Fonte: http://revistagloborural.globo.com/Noticias/Economia/noticia/2016/11/projecao-para-inflacao-cai-para-672-este-ano1.html / Foto: Marcos Santos/USP Imagens / POR AGÊNCIA BRASIL

2017 não será um ano fácil para a pecuária de corte

Foi bastante movimentado o Encontro de Analistas, evento promovido  pela Scot Consultoria, em São Paulo. No foco das discussões, a pecuária de corte. Houve consenso de que 2016 está sendo um ano difícil para o setor e que 2017 vai brotar menos turbulento, porém, o céu não deverá ser ainda de brigadeiro, conforme Hyberville Neto, analista da Scot. “Em 2016, custos altos da alimentação, inflação generalizada e arroba do boi estabilizada, trouxeram o desânimo”, diz. “Já a reposição, seja bezerro ou garrote, em alta nos anos anteriores, cede em 2016 e deverá cair ainda mais em 2017”.
 
Na área do confinamento, por exemplo, houve queda no volume de bois em 2016. Globo Rural divulgou em sua edição de novembro a expectativa de diminuição de até 15% na engorda intensiva.
 
Um refresco virá com a possível baixa no preço da comida para o gado, principalmente do milho, com as boas safras brasileira e dos EUA. “Particularmente, acredito que está havendo aumento na confiança das famílias, o que se traduz em melhora no consumo de carne”, diz Hyberville. Ele aposta na queda dos preços dos animais de reposição, o que dará fôlego aos pecuaristas incrementando o confinamento.Para 2017, uma coisa parece certa: “A oferta de animais deverá ser maior, diferentemente de 2016, caracterizado pela baixa disponibilidade de bois para abate e carne sobrando”, afirma Hyberville. Segundo ele, dispondo mais de gado, os frigoríficos procurarão conter o preço da arroba. A esperança é de um aumento no consumo interno, que caiu neste ano. “Mesmo assim, o crescimento esperado para 2017 não deverá ser confirmado. A economia e a política continuam patinando e um outro fator negativo se configura com a eleição de Donald Trump para presidente dos EUA”, observa o analista.
 
Outro analista conceituado, o professor Sergio de Zen aconselha o produtor a gerir bem os custos de produção dando foco também no incremento da produtividade. Ele concorda que 2017 será um ano difícil para o pecuarista. Diversos fatores faz o professor acreditar que o preço da arroba não deverá superar os R$ 150, cotação que praticamente pautou os anos de 2015 e o atual.
 
 
Fonte: http://revistagloborural.globo.com/Colunas/sebastiao-nascimento/noticia/2016/11/2017-nao-sera-um-ano-facil-para-pecuaria-de-corte.html / Foto: Editora Globo / Por SEBASTIÃO NASCIMENTO
 

Vacina contra febre aftosa pode ser mais barata

As vacinas produzidas no Brasil para proteger o rebanho contra a febre aftosa são trivalentes, contendo os vírus “O”, “A” e “C”. Esta composição, no entanto, pode – e deve – ser revista, sustenta o Conselho Nacional de Pecuária de Corte (CNPC).
 
De acordo com a entidade, o grupo ad hoc de febre aftosa, que reúne pesquisadores da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e é responsável pela avaliação do status sanitário dos países integrantes do organismo internacional, sugere um movimento para a retirada do vírus “C” das vacinas.
 
Segundo o CNPC, a reivindicação se baseia no fato de que o vírus não é isolado nos rebanhos há mais de dez anos. No Brasil, o último caso envolvendo o vírus “C” foi em 2004, em Manaus. No mundo, o caso mais recente aconteceu no Quênia, em 2005.
 
“A retirada do vírus ‘C’ é uma tendência internacional e temos de segui-la”, defende Sebastião Guedes, presidente do Grupo Interamericano para Erradicação da Febre Aftosa (GIEFA), e vice-presidente do CNPC.
 
O dirigente assinala que a medida traria benefícios para toda a cadeia produtiva. “Diminuiria os custos de produção para a indústria, pois eliminaria uma monovalente nas etapas da fabricação”, afirma. Quando uma vacina tem mais de um vírus em sua composição, os processos de fabricação são separados. Significa dizer que cada componente monovalente é produzido de modo separado na indústria, para depois serem adicionados juntos num mesmo frasco.
 
Outra vantagem, ressalta Guedes, seria a “continentalização” da vacina, ou seja, o produto utilizado no Brasil poderia vir de outro país fabricante. “Melhoraria muito a competitividade do setor. O aumento da concorrência seria benéfico, pois poderia refletir em preços menores da dose da vacina para o produtor”, diz.
 
Fonte: http://www.uagro.com.br/editorias/pecuaria/bovinos/2016/11/23/vacina-contra-febre-aftosa-pode-ser-mais-barata.html / Foto: Seapec – RJ / Uagro

Exportações do agronegócio apresentam resultados negativos no RS

O volume embarcado também recuou 37%, segundo informações da Fundação de Economia e Estatística (FEE), do Rio Grande do Sul. 
 
Após bom resultado no primeiro semestre, as vendas externas do setor novamente recuaram. As principais quedas foram registradas no complexo soja (menos US$ 201,6 milhões; -45,5%), no setor de cereais (menos US$ 25,5; -61,0%) e lácteos (menos US$ 9,8 milhões; -77,3%). 
 
De acordo com a FEE, as carnes e os produtos florestais foram os únicos que apresentaram crescimento no volume embarcado, respectivamente, de 1,9% e 43,4%. 
No acumulado de janeiro a outubro de 2016, as exportações do agronegócio gaúcho somaram US$ 9,5 bilhões, o que representa uma queda de 6,3% em relação a 2015. Nesse período, os principais destinos das exportações gaúchas do agronegócio foram China (38,8%), União Europeia (15,4%), Estados Unidos (3,7%), Irã (3,5%) e Coreia do Sul (3,5%).
 
Fonte: http://www.agrolink.com.br/noticias/exportacoes-do-agronegocio-apresentam-resultados-negativos-no-rs_365551.html 

Tendência é de separação entre dono da terra e operador da produção agrícola

A tendência é que no médio e longo prazo se acentue, nas organizações que atuam coma atividade agropecuária de larga escala, a separação entre o dono da terra e o operador responsável direto pela produção. O prognóstico foi apresentado por Fernando Jank, consultor independente, com experiência no segmento de corporações agrícolas, durante seminário no Pensa, Centro de Conhecimento em Agronegócio da Fundação do Instituto de Administração (FIA), da USP, realizado nesta quinta-feira (17). Jank já foi, por exemplo, diretor geral da Tiba Agro, empresa brasileira atuante na captação de recursos estrangeiros para compra de terras.
 
 
Em seu raciocínio, Jank expôs como argumento o fato de que a queda de retorno da remuneração sobre o capital investido na operação agrícola fará com que investidores desejem ficar somente com o controle e lucro advindo da valorização da terra, sem se envolver financeiramente com a parte da produção. “É o que já acontece com as operações de arrendamento, mas de modo mais intensivo e volumoso daqui para frente”, assinalou.
 
De acordo com Jank, este cenário, que separa o dono da terra de quem toca a produção, já é uma realidade muito mais forte nos Estados Unidos do que aqui no Brasil. Segundo ele, é um modelo de estrutura de propriedade do capital e de coordenação das transações, com significativa presença de fundos de pensão e/ou imobiliários como investidores em terras, mas sem relação com a produção agrícola e seus respectivos resultados.
 
Na avaliação de Jank, este formato de negócios pode atrair o ingresso de capital estrangeiro no agronegócio brasileiro, já que separará responsabilidades e resultados ligados apenas à posse da terra do desempenho do negócio atrelado à produção. Todavia, o investimento estrangeiro em terras agrícolas carece de um marco-regulatório definitivo, que foi adiado para 2017. Nesta semana, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse que o legislativo tem outras prioridades, e que por isso não vai colocar em votação, ainda, neste ano o Projeto de Lei que visa regulamentar a questão.
 
Fonte: http://www.uagro.com.br/editorias/agricultura/2016/11/18/tendencia-e-de-separacao-entre-dono-da-terra-e-operador-da-producao-agricola.html / DATAGRO