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Exportações brasileiras de banana têm queda de 44%

Uma das principais frutas brasileiras está vivendo mais um ano turbulento. As exportações de banana, que caíram 20% em 2016 por conta do clima, estão com números negativos também este ano. Com preços pouco competitivos, as remessas da fruta foram 44% menores em junho se comparadas ao mesmo período do ano passado. 
 
Apesar disso, o mês foi considerado de recuperação para o setor, porque o volume exportado foi 11,48% maior que em maio deste ano. A queda nas exportações fez a oferta da fruta aumentar no mercado interno e os preços caírem. Na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (CEAGESP), o preço da banana nanica já desvalorizou 44% no primeiro semestre. Hoje a caixa de 22 quilos é comercializada a R$ 28, mas no início do ano o preço da fruta era de R$ 50 a caixa.  
 
A desvalorização é sentida em todas as praças do País. Em Santa Catarina, por exemplo, o recuo foi de 39%. Por lá, a nanica vale R$ 0,32 o quilo, o menor preço já cobrado desde maio de 2016, segundo o indicador Cepea/Esalq.
 
A esperança do setor está na reação das exportações, especialmente para os países do Mercosul. O volume exportado ao bloco aumentou 6,5% em junho frente a maio. Porém na parcial do ano, janeiro a junho, o Brasil enviou 12,8 mil toneladas de banana nanica ao Mercosul, volume 61% abaixo do primeiro semestre de 2016.
 
Fonte: http://www.uagro.com.br/editorias/agricultura/flores-frutas-e-horti/2017/07/24/exportacoes-brasileiras-de-banana-tem-queda-de-44.html / Por DATAGRO

Brasil quer elevar para 10% participação no mercado mundial de produtos agropecuários

Ampliar a participação do Brasil no comércio internacional de produtos agropecuários é o principal objetivo da estratégia estabelecida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para promoção do agronegócio brasileiro, por meio de política pública específica, durante o período de 2019 a 2022.
 
O Brasil é um dos grandes produtores mundiais de alimentos, destacando-se, por exemplo, como exportador de soja (grão e farelo), carnes (aves, bovina e suína), açúcar, café e milho. No entanto, apenas cinco grupos de produtos concentram 82% das exportações agropecuárias brasileiras, que chegaram a US$ 71,5 bilhões em 2016.
 
O setor agrícola representa, aproximadamente, 40% das exportações totais do País e cerca de 7% de participação no mercado mundial de produtos agropecuários. O grande desafio do governo na área agrícola é elevar esse índice para 10%. “Pela primeira vez, se propõe, no Mapa, a metodologia para o estabelecimento de política de médio prazo para otimizar as negociações agrícolas internacionais", destaca o secretário da SRI, Odilson Luiz Ribeiro e Silva.
 
O caminho para definir a estratégia foi publicado, nessa quinta-feira (27), no Diário Oficial da União, e terá contribuição dos setores público e privado para elaborar proposta de acesso a mercados, negociações não tarifárias e promoção dos produtos do agro brasileiro. A estratégia também deverá incentivar a abertura de novos mercados para os produtos brasileiros e consolidar a imagem do País como exportador de produtos de alta qualidade, inclusive ambiental, com base nos índices obtidos por meio do Cadastro Ambiental Rural (CAR).
 
 
Fonte: http://www.uagro.com.br/editorias/mercado-agricola/economia/2017/07/28/brasil-quer-elevar-para-10-participacao-no-mercado-mundial-de-produtos-agropecuarios.html / Por DATAGRO

As diferenças do processo de fabricação de etanol de milho e de cana

A usina de cana-de-açúcar não precisa implantar outra destilaria para fabricar o etanol de milho, já que é possível aproveitar metade dos equipamentos sem haver duplicidade no processo. É o que afirma Henrique Amorim, presidente da Fermentec. “Dessa forma, você reduz quase pela metade o investimento que precisaria ser feito e, ao mesmo tempo, produzirá muito mais etanol. Com uma tonelada de milho, é possível produzir 400 litros de etanol, enquanto que uma tonelada de cana produz entre 80, 90 litros.” Segundo o executivo, em um cenário mundial em que não se admitem desperdícios, as usinas “flex” passam a ter papel fundamental.
 
De acordo com Amorim, o processo para fabricação de etanol de cana é mais simples. “Basta passar a cana pela moenda e o difusor, e então o caldo com o açúcar poderá ser fermentado diretamente”, diz, acrescentando que “para se obter uma eficiência maior é necessário concentrar o caldo, a fim de se trabalhar com uma riqueza de etanol mais alta”. 
 
Já para se fabricar etanol de milho, Amorim explica que, primeiro, é necessário triturar o grão e colocá-lo em água quente para extrair o amido, que será o açúcar a ser fermentado. “Contudo, este amido não é fermentável como o açúcar da cana. Logo, é preciso hidrolisá-lo, ou seja, quebrar suas moléculas com o uso de enzimas”, ressalta o especialista. 
 
Na sequência é necessário adicionar as leveduras para fermentá-las com mais uma enzima. “O custo de fabricação do etanol de milho comparado com o da cana é maior, já que duas enzimas são utilizadas no processo. Porém, a diferença fica entre 10 a 15% no máximo, mas com a saca de milho sendo negociada entre R$ 15 a R$ 18, a produção de etanol de milho se torna muito viável, pois essa diferença praticamente desaparece”, salienta Amorim.
 
DDG
Nos Estados Unidos, o DDG (sigla em inglês para grão de destilaria seco) é um derivado do etanol de milho de elevado valor proteico utilizado há muitos anos como insumo destinado à fabricação de ração animal, entre outras aplicações agroindustriais. Segundo Amorim, os norte-americanos ganham mais dinheiro com o DDG do que com o etanol em si. “A tendência é que o mesmo ocorra por aqui, com destilarias e confinamentos podendo ser implantados lado a lado.”
 
O avanço do etanol de milho no País será um dos temas da 17ª Conferência Internacional sobre Açúcar e Etanol, que acontece em novembro em São Paulo (SP). 
 
Serviço:
 
17ª Conferência Internacional sobre Açúcar e Etanol
 
Data: 06 e 07 de novembro de 2017
 
Horário: das 8h às 18h
 
Local: Grand Hyatt Hotel, em São Paulo (SP)
 
Programação e inscrições pelo site: http://www.conferenciadatagro.com.br/
 
 
Fonte: http://www.uagro.com.br/editorias/agroenergia/etanol/2017/07/21/as-diferencas-do-processo-de-fabricacao-de-etanol-de-milho-e-de-cana.html / Por DATAGRO

Supersafra de soja atrapalha a armazenagem do milho

A colheita do milho avança nos Estados de Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. No Paraná e em São Paulo a colheita está atrasada em comparação aos trabalhos do ano passado e, mesmo assim, o setor já dá sinais de problemas de armazenagem. Em alguns municípios mato-grossenses já é possível ver o grão a céu aberto.
 
O cenário típico em anos de supersafra está ligado a morosidade do mercado de escoamento da safra de soja 2016/17, que ainda se encontra estocada nos armazéns. Segundo o IMEA (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária), a oferta de soja nesta safra está superior à demanda em quase um milhão de toneladas, por isso são previstos estoques elevados do grão no fim de 2017.
 
Além da soja ocupar o espaço do milho nesta época do ano, o Brasil ainda vive um déficit muito grande de armazenagem. Para se ter ideia, dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) mostram que a produção brasileira de grãos deve chegar a 234,3 milhões de toneladas na safra 2016/17, mas o País possui capacidade para armazenar um pouco mais de 150 milhões de toneladas. Um déficit de mais de 70 milhões de toneladas que ficam a céu aberto ou que necessitam ser escoados imediatamente esbarrando também na deficiência logística do País.
 
O cenário de milho a céu aberto é um dos fatores que vêm pressionado a cotação do grão. Nesta terça-feira (18), o valor à vista fechou em R$ 26,38 a saca de 60 quilos, segundo o indicador Cepea/Esalq. Porém poucos negócios foram efetuados, já que o mercado espera novas quedas de preço com o avanço da colheita.
 
 
Fonte: http://www.uagro.com.br/editorias/logistica/2017/07/19/supersafra-de-soja-atrapalha-a-armazenagem-do-milho.html / Por DATAGRO

Onda de frio deve ser benéfica para o trigo

Apesar da intensa onda de frio que tomou conta do Rio Grande do Sul neste final de semana, a chuva foi pouca e não se verificou geada – o que pode ocorrer ainda esta semana. Na avaliação da Consultoria Trigo & Farinhas, essa primeira onda de frio deve ser benéfica para o trigo brasileiro, que precisa de água. 
 
“Se gear agora, será remédio para o trigo, pois em nenhuma área as plantas atingiram perfilhamento, com todo o trigo gaúcho ainda em desenvolvimento vegetativo ou menos que isto. De modo que, muito ao contrário, as geadas serão remédio para o trigo, porque ajudam a combater as pragas e fortalecem as plantinhas”, aponta o analista sênior da T&F, Luiz Carlos Pacheco.
 
De acordo com ele, o que falta mesmo no Rio Grande do Sul é chuva, pois as que ocorreram foram insuficientes. Em Júlio de Castilhos, Tupanciretã, Joia, Santiago caíram apenas seis milímetros (mm); São Luiz, Santa Rosa, e arredores 10mm; Ijuí e arredores 15mm; Campo Novo, Palmeira das Missões, Santo Augusto 20/25 mm. 
 
“Precisa vir mais. Em uma semana precisa chover de novo. Os agricultores estão aproveitando para colocar ureia (nitrogênio) nos campos. Como não há previsão de um grande volume de chuvas, também não há preocupação de lavagem desta ureia”, diz Pacheco.
 
Ele informa que no Paraná a situação é igual: “O que falta mesmo é água. Na região de Apucarana, no Norte do estado, o clima volta a preocupar a agricultura, que já está a aproximadamente um mês sem precipitações e as lavouras de trigo e aveia já sentem a falta de umidade, podendo prejudicar o potencial produtivo. De acordo com o Simepar, estão previstas quedas bruscas nas temperaturas, com risco de geadas para os próximos dias. O trigo e aveia estão em torno de 40% em desenvolvimento vegetativo, e 60% nas fases de florescimento e frutificação que são suscetíveis a geadas e a preocupação no desenvolvimento que já existe devido ao período de estiagem, aumenta agora com as previsões de geadas (apenas ao sul desta região)”.
 
Na região de Cascavel, no Oeste do estado, após trinta dias de tempo bom, as previsões indicam baixas temperaturas, com possibilidade de chuvas. Porém estas deverão ser insuficientes para a necessidade que estamos enfrentando. As culturas de trigo e aveia são as mais prejudicadas.
 
Na região de Pato Branco, no Sudoeste do estado, conforme previsto aconteceram garoas finas com temperaturas baixas na Região desde a madrugada. Em Palmas a temperatura entre se manteve entre 4 a 5° C. Precipitações ainda de baixo volume, mas benéficas para a germinação e desenvolvimento das culturas de inverno que já estavam sentindo a falta de umidade.
 
“Para todo o estado a Meteorologia prevê quedas maiores nas temperaturas a partir da tarde para a Região, frio deve intensificar-se. Geadas fracas a moderadas devem ser registradas nos setores de fronteira com o Paraguai e de divisa com Mato Grosso do Sul”, conclui a Consultoria Trigo & Farinhas.
 
 
Fonte: Por:  –Leonardo Gottems / Imagem créditos: Divulgação / Link: https://www.agrolink.com.br/noticias/onda-de-frio-deve-ser-benefica-para-o-trigo_395547.html
 
Fonte: https://www.agrolink.com.br/noticias/onda-de-frio-deve-ser-benefica-para-o-trigo_395547.html