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Preços agrícolas mantém trajetória de queda

Preços agrícolas mantém trajetória de queda

Dos produtos analisados, 11 sofreram redução e 8 oscilaram positivamente

O IqPR – índice que mede a flutuação dos preços recebidos pelos agricultores paulistas – registrou queda de 1,06% na segunda quadrissemana do mês de maio de 2019, informa o Instituto de Economia Agrícola (IEA), instituição de pesquisa da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. 

Dentre os produtos que apresentaram aumento de preços quando comparados com o mesmo período do mês anterior, destacaram-se: batata (9,14%), arroz (5,73%), carne de frango (5,37%) e amendoim (3,11%). 

No caso da batata, a oferta menor fruto da redução das áreas cultivadas e das chuvas que nas últimas semanas dificultaram as colheitas se apresenta como principal indutor dessa alta dos preços na safra de outono. Nota-se que os preços atuais estão 230% maiores que os vigentes no mesmo período de 2018, explicam Danton Leonel de Camargo Bini e Eder Pinatti, pesquisadores do IEA.   

Dos 11 produtos que sofreram redução de preços no período analisado, destacam-se: banana nanica (23,88%), feijão (21,36%) e laranja para mesa (15,02%). 

Fonte: Sec. de Agricultura de SP / Por Notícias Agrícolas

Demanda global por milho deverá registrar alta de 25% até 2026

Demanda global por milho deverá registrar alta de 25% até 2026

Consumo será puxado pela Ásia, com previsão de aumento em torno de 53%

O consumo mundial de milho deverá atingir 1,191 bilhão de toneladas em 2026, alta de 25% [+ 240 milhões de toneladas] sobre o volume consumido em 2016 [951 milhões de toneladas], apontam projeções de estudo da Farsul, com base em dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês).

O documento, coordenado pelo economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz, destaca que a demanda será puxada pela Ásia. O consumo no continente asiático deverá registrar avanço de 53% até 2026, o que corresponde a um incremento de 127,26 milhões de toneladas sobre o montante de 2016.

Considerando a mesma base de comparação, a expectativa é que a demanda cresça 38% nas Américas [+90,91 milhões de toneladas], cerca de 7% na África [+15,7 milhões de toneladas] e aproximadamente 2% na Europa [5,45 milhões de  toneladas].

Fonte e Foto: Datagro

Bolsonaro anuncia R$ 1 bi para o seguro rural e defende isentar de punição proprietário rural que ferir invasor

Bolsonaro anuncia R$ 1 bi para o seguro rural e defende isentar de punição proprietário rural que ferir invasor

O presidente Jair Bolsonaro visitou a Agrishow na abertura do evento, na última segunda-feira (29), em Ribeirão Preto (SP), e criticou as multas ambientais no campo.

“O homem do campo tem que ter prazer em receber o fiscal e, num primeiro momento, ser orientado. Para que ele possa cumprir as leis. É isso que nós queremos”, afirmou.

O presidente também anunciou a liberação de R$ 1 bilhão para o seguro rural do Plano Safra do Banco do Brasil. E defendeu juros menores junto ao presidente do banco, Rubens Novaes.

“Eu apenas apelo, Rubens — me permite fazer uma brincadeira aqui, né?–, eu apenas apelo para o seu coração, para o seu patriotismo, para que esses juros, tendo em vista você se parecer um cristão de verdade, caiam um pouquinho mais. Tenho certeza que as nossas orações tocarão seu coração”, afirmou.

A brincadeira não pegou bem no mercado financeiro e gerou uma queda temporária no valor das ações do BB. O porta-voz da Presidência, Otávio Rego Barros, comentou que o pedido do presidente foi apenas informal.

Excludente de ilicitude

O presidente também disse que vai enviar ao Congresso um projeto de lei que autoriza qualquer produtor rural a reagir no caso de invasão de sua propriedade. Segundo ele, o fazendeiro que defende a sua terra deve ficar livre de punição.

“É uma maneira que nós temos de ajudar a combater a violência no campo, é fazer com que, ao defender a sua propriedade privada ou a sua vida, o cidadão de bem entre no excludente de ilicitude, ou seja, ele responde, mas não tem punição.”

A medida foi criticada por autoridades e especialistas, que consideram que esse tipo de política pode ter o efeito contrário. E aumentar a violência no campo.

“A gente tira do estado a responsabilidade de mediar conflitos no campo e delega para o produtor rural a possibilidade de matar em legítima defesa. Não é isso que a gente quer para o Brasil. A gente quer melhorar estrutura, e um estado defendendo mais os seus cidadãos”, opinou Carolina Ricardo, diretora Instituto Sou da Paz.

O advogado Ademar Borges, especialista em direito penal, afirma que a medida sugerida pelo presidente vai contra a Constituição e gera confusão. Segundo ele, o direito à vida humana não pode valer menos do que o direito à propriedade.

“Se essa lei viesse a ser aprovada, ela estaria colocando a propriedade em uma posição de superioridade em relação à vida, o que não é minimamente compatível com a nossa Constituição, que dá uma proteção superior ao bem jurídico da vida, em relação à propriedade”, avaliou.

O Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, ponderou que o projeto ainda está em discussão. Segundo ele, falar sobre o assunto no momento é prematuro.

Por Globo Rural

Faturamento da produção agropecuária deve encerrar 2019 em R$ 588,8 bilhões

Faturamento da produção agropecuária deve encerrar 2019 em R$ 588,8 bilhões

Neste ano, o setor pecuário deve ter aumento de 2,6%, enquanto que as lavouras terão estabilidade

DATAGRO

O Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária brasileira deve atingir R$ 588,8 bilhões em 2019, leva alta de 0,8% sobre os 584,3 bilhões registrados no ano passado. Segundo informações do Ministério da Agricultura, desse montante, as lavouras representam R$ 392,4 bilhões e a pecuária, R$ 196,4 bilhões. Neste ano, o setor pecuário deve ter aumento de 2,6%, enquanto que as lavouras terão estabilidade.

Os preços agrícolas de diversos produtos e a produtividade agrícola são os principais responsáveis pelos resultados do VBP estimado para este ano. Para a maior parte dos produtos analisados os preços reais estão acima dos do ano passado e alguns apresentam recuperação.

Os dados mostram que milho, algodão, laranja, feijão e batata-inglesa apresentam as maiores taxas de crescimento real no valor. Feijão e batata-inglesa lideram os aumentos de valor com 105,1% e 98,4%, respectivamente. O algodão alcança o valor mais elevado na série estudada, R$ 40,3 bilhões. Este valor supera em duas vezes o da produção do café, que pelo terceiro ano consecutivo tem redução, destaca José Gasques, coordenador geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícolas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Os produtos que têm apresentando pior desempenho são arroz, com queda de 8,4% do VBP, café (-19,6%), cana-de-açúcar (-6,3%), mandioca (-4,2%) e soja (-12%). Na pecuária, suínos, leite e ovos também têm apresentado redução de valor em relação a 2018.

Os resultados regionais mostram que o Centro-Oeste e o Sul lideram o VBP, vindo a seguir, Sudeste, Nordeste e Norte. Os estados de Mato Grosso, São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Rio Grande do Sul são responsáveis por 59,4% do VBP do país e por 89% do valor das lavouras.

Ministra diz que decreto vai recompor subsídio em energia para agronegócio

Ministra diz que decreto vai recompor subsídio em energia para agronegócio

Descontos seriam reduzidos em 20% a cada ano, conforme medida publicada no governo Temer. Segundo Tereza Cristina, documento que retoma incentivo já está assinado.

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse que o governo federal já tem pronto decreto que irá recompor subsídios do agronegócio em energia, após medida assinada nos últimos dias da gestão anterior ter estabelecido um corte gradual do incentivo ao longo dos próximos cinco anos a partir de 2019.

“Já está assinado, por mim há mais de duas semanas, pelo ministro (de Minas e Energia) Bento (Albuquerque). Devido à agenda complicada do ministro (da Economia) Paulo Guedes, eu soube que ele assinou ontem, já está na mesa do presidente da República, assim que ele chegar ao Brasil, ele vai assinar e vai para o Diário Oficial”, disse ela nesta quarta-feira (3).

“Volta o que era antes, na verdade não tem inovação”, acrescentou a ministra, ao falar com jornalistas em Brasília, sem detalhar.

Força da bancada

A decisão mostra a força do setor agropecuário, que tem uma das maiores bancadas no Congresso Nacional, em momento em que o governo negocia a aprovação da reforma da Previdência.

O corte gradual em subsídios concedidos ao agronegócio nas tarifas de energia foi decretado na gestão de Michel Temer e pelo então ministro de Minas e Energia Moreira Franco, mas sofreu forte oposição de parlamentares ligados ao setor, que apresentaram diversas propostas legislativa para cancelar a medida.

Após o movimento no Congresso, o Ministério de Minas e Energia disse que o assunto seria estudado junto às pastas de Agricultura, Economia, do Desenvolvimento Regional e da Casa Civil.

O decreto de Temer previa reduzir em 20% ao ano os descontos dados a agricultores e irrigantes nas contas de luz, o que extinguiria o benefício em cinco anos. A medida também atingiu empresas de água e esgoto.

Subsídio bilionário

Em 2017, esses descontos tarifários representaram R$ 2,6 bilhões em subsídio a clientes rurais e mais R$ 780 milhões para consumidores que fazem uso de irrigação.

Os subsídios presentes nas contas de luz, que têm os custos bancados por todos os consumidores, são apontados por especialistas como uma das principais causas para o forte aumento das tarifas de energia no Brasil na última década.

Esses benefícios, que incluem também descontos para clientes de baixa renda e até incentivos ao carvão mineral, devem demandar um R$ total de 20,2 bilhões em 2019, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O atual ministro de Minas e Energia, almirante Bento Albuquerque, chegou a dizer ao assumir o cargo que sua gestão iria “buscar a redução de encargos e subsídios que hoje representam significativa parcela do preço ao consumidor final”.

Fonte: Por Reuters

Brasil registra 40 mil casos de intoxicação por agrotóxicos em uma década

Brasil registra 40 mil casos de intoxicação por agrotóxicos em uma década

No Paraná, estado com maior número de casos relatados, comunidades se organizam para tentar se livrar dos efeitos dos venenos. Uma das opções é ‘cortina verde’.

O agrotóxico é uma ferramenta de trabalho comum na agricultura, mas esses produtos podem ser perigosos e muitas vezes são usados de maneira errada. De 2007 a 2017, data do último levantamento oficial, foram notificados cerca de 40 mil casos de intoxicação aguda por causa deles. Quase 1.900 pessoas morreram.

Segundo maior produtor de grãos do país, o Paraná é o estado com o maior número de casos relatados – e também o que tem o sistema mais eficiente de notificações.

Muitas comunidades paranaenses estão se organizando para tentar se livrar dos efeitos dos venenos agrícolas. Em alguns casos, ele chega pelo ar.

“A gente sente o cheiro do veneno entrando pela janela”, conta Mauritânia Guedes, que mora em Luiziana. Na cidade cercada por lavouras, apenas a rua separa as casas da plantação em alguns bairros.

Luiziana se tornou um dos primeiros municípios do Paraná a fazer valer uma lei que impõe regras para o uso de agrotóxicos ao redor da cidade.

A regra entrou em vigor no final de 2017 e determina que os agricultores que quiserem produzir perto de núcleos habitacionais têm que implantar “cortinas verdes”.

“Cortinas verdes”são duas fileiras de árvores, uma arbórea e uma arbustiva, para o controle do agrotóxico. Elas têm que ser implantadas há 50 metros da divisa da propriedade com o núcleo urbano.

O agricultor até pode produzir nesta área, desde que não use veneno.

Fazer a barreira é opcional, mas, sem ela, é proibido usar agrotóxico numa faixa de 100 metros da cidade.

Na frente do hospital

Campo Mourão tem um caso semelhante. A Santa Casa, que abriga também um centro de tratamento de câncer e uma maternidade, fica em frente a uma imensa lavoura que também usa agrotóxico.

O Ministério Público está notificando os agricultores sobre uma lei que a cidade tem desde 1997, que proíbe a aplicação de veneno a 100 metros de qualquer núcleo habitacional.

A fazenda perto da Santa Casa pertence a José Luiz Gurgel e ao filho dele, Luiz Gustavo, ambos advogados. Segundo eles, a área onde está a o hospital pertencia à propriedade e foi doada pela família.

Luiz Gustavo não concorda com a proibição: “O agrotóxico que se passava aqui em hipótese alguma causou prejuízo para qualquer criança que nasça aqui. Os meus filhos nasceram aqui na Santa Casa”.

Apesar disso, ele afirma que cumprirá a lei. “Nós vamos trabalhar 100% com produtos orgânicos, sem agrotóxicos”, afirma. “Se, infelizmente, nós tivermos alguma praga que não se mate sem agrotóxicos, nós vamos ter que tombar a terra, acabar com a produção e depois cobrar, logicamente, de quem for necessário”, diz.

É possível produzir sem agrotóxico?

Na safra 2017/ 2018 o país produziu cerca de 228 milhões de toneladas de grãos. E consumiu quase 500 mil toneladas de agrotóxicos em 2017, segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

“O Brasil é um grande usuário de agrotóxicos, sim, porque, de fato, nós temos uma agricultura que é uma das maiores do mundo. Então, nesse sentido, é compatível”, diz o agrônomo Marcelo Morandi, chefe da Embrapa Meio Ambiente.

Ele explica que o modelo de agricultura intensiva, praticado no mundo todo desde o final da Segunda Guerra mundial, fez crescer a produção global de alimentos. E trouxe junto com ele a necessidade de combater pragas e doenças que atacam as lavouras.

Ranking

Para a Andef – entidade formada pelas indústrias que desenvolvem e fabricam agrotóxicos –, o uso desses produtos no país é eficiente.

“(O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo?) Não. Quando a gente olha utilização por área, o Brasil já cai para sétimo”, afirma Mário von Zuben, diretor-executivo da associação.

“Se a gente olha por tonelada de produto extraída da área onde foi aplicado, o Brasil é o 13º. A gente deixa para trás países como os Estados Unidos, Canadá, países europeus como a Inglaterra, Alemanha, a própria França. Isso mostra eficiência na utilização dessa tecnologia aqui.”

Os dados da Andef mostram que, em média, o Brasil gasta menos de R$ 35 para produzir uma tonelada de alimentos. Os EUA gastam R$ 44. E no Japão, primeiro colocado neste ranking, o valor é de R$ 372.

Segundo Zuben, atualmente não seria possível eliminar o agrotóxico do processo de produção. “Nós traríamos uma crise mundial de alimentos. De fome”, avalia.

Em 2017, o mercado de agrotóxicos movimentou mais de R$ 33 bilhões no Brasil. Os campeões de venda são os herbicidas, usados principalmente na cultura da soja. Em seguida, vêm fungicidas e inseticidas.

Fonte: Globo Rural