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Farsul e Federarroz divulgam nota conjunta sobre manutenção da TEC no arroz

Farsul e Federarroz divulgam nota conjunta sobre manutenção da TEC no arroz

Documento destaca compromisso entre entidades e Governo Federal

A Farsul e a Federarroz divulgaram nota conjunta com o objetivo de esclarecer a atual situação da safra e o abastecimento do produto. As entidades afirmar não haver risco de desabastecimento, garantindo assim a manutenção da Tarifa Externa Comum (TEC) nas importações de arroz. Também reforçam, no documento, o compromisso de manter constante a oferta de arroz em casca, bom como da segurança alimentar dos brasileiros e o equilíbio do mercado.

Confira nota na íntegra.

Fonte: Imprensa Sistema Farsul

Custos Operacionais Totais cresceram mais de 150% em dez anos

Custos Operacionais Totais cresceram mais de 150% em dez anos

Dados fazem parte do programa Campo Futuro no estado

Na última década, os custos operacionais totais das principais culturas do Rio Grande do Sul registraram aumento superior a 150%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (3/9) pelo Sistema Farsul. O levantamento faz parte do programa Campo Futuro, uma iniciativa da CNA, Esalq/Cepea e Sistema Farsul, que completa dez anos em 2020. O trabalho acompanha a evolução dos custos de produção em regiões que são referência na produção agrícola.

É o caso de Uruguaiana, uma das praças analisadas para o arroz irrigado. Nos últimos dez anos, os custos subiram 159%. Em Carazinho, a alta para o milho foi de 157%, soja 178% e trigo 73%, única cultura que não ultrapassou os 100% de alta no período. Para o economista do Sistema Farsul, Ruy Silveira Neto, responsável pelo estudo no estado, o movimento de alta irá se manter. “Estamos trabalhando com taxas médias de 10% ao ano e acreditamos que irá se manter”, avalia.

Na última safra, a lavoura arrozeira teve um incremento de 28% na produtividade e 38% no preço (baseado nos valores praticados durante a realização do levantamento). O melhor resultado da história do programa para a cultura. Já o Custo Operacional Total (COT) aumentou 11%, tendo a irrigação (25%) e o beneficiamento (68%), como principais influências.

Como houve um crescimento de 78% na receita, foi possível cobrir o COT depois de dois anos consecutivos de margens brutas negativas. Considerando o Custo Total, que incluem os juros de investimentos, houve resultado positivo após cinco anos seguidos de prejuízo.

O milho apresentou queda de 32% na produtividade na safra 2019/2020. Especialmente em decorrência da seca que atingiu o Rio Grande do Sul no último verão. Sendo o terceiro pior resultado na série histórica do programa Campo Futuro. Em contrapartida, os preços cresceram 25% no período.

O expressivo aumento de 256% no custo com seguros em razão da estiagem e de 16% com fertilizantes fizeram o COT do grão aumentar 3%. Como o aumento do preço foi inferior a queda da produtividade e os custos aumentaram, a margem bruta foi muito baixa.

A seca também afetou a produtividade da soja, sendo a terceira pior registrada pelo levantamento em dez anos, caindo 23%. Já os preços compensaram a queda de rendimento, com um crescimento de 23%.

No caso da oleaginosa, houve queda no COT de 11% nas lavouras que utilizam tecnologia RR e 8% nas com Intacta devido a queda de 50% e 30%, respectivamente, nos custos das sementes. Como a receita registrou – 5%, para ambas, a margem bruta foi maior que na safra passada. Entretanto, este é o seguindo ano consecutivo que o produtor não consegue cobrir o Custo Total da lavoura.

Única cultura de inverno analisada pelo Campo Futuro no Rio Grande do Sul, o trigo teve alta de 14% na produtividade e 7% no preço. Esta é sua melhor cotação em dez anos de levantamento na região de Carazinho. Fungicidas (-35%) e operações mecânicas (-18%) puxaram a queda de 5% do COT. Mesmo assim, a margem bruta se manteve negativa na safra 19/20.

No caso da soja e milho irrigados, as produtividades caíram 22% e 18%, e os preços cresceram 34% e 40% respectivamente. A redução nos custos de fungicidas e herbicidas impactaram no COT de ambos (soja -7% e milho -9%). Isso ocorreu pela influência do clima seco no combate às pragas das lavouras irrigadas. Com a valorização dos preços acima da queda da produtividade, as culturas tiveram recordes históricos nas suas margens brutas.

Neto explica que com a consolidação do Brasil como o grande fornecedor de commodities no cenário mundial e a alta taxa cambial, o preço no mercado interno se elevou. Isso garantiu, até certo nível, um ganho de margem bruta nas culturas afetadas pela estiagem deste ano. Porém, o câmbio se mantendo elevado e uma inflação de 4,14% no acumulado de 12 meses, conforme o IICP de julho, divulgado pela Farsul, a tendência é que os custos de produção sejam os maiores da história no Rio Grande do Sul na safra 2020/2021.

 

Confira os dados apresentados

Preço Referência do Leite tem alta de 3,83% no RS

Preço Referência do Leite tem alta de 3,83% no RS

O valor segue tendência nacional de alta

O valor de referência do leite no Rio Grande do Sul atingiu R$ 1,5082 no mês de agosto, 3,83% acima do consolidado de julho (R$ 1,4526). O valor segue tendência nacional de alta e é o mais elevado da série histórica do Conseleite/RS. Segundo dados apresentados nesta terça-feira (25/08), o que se verifica neste momento é um aumento de demanda e importações desfavorecidas pelo câmbio valorizado. O queijo mussarela destacou-se com recuperação de preço, principalmente, em função de mudanças nos hábitos de consumo. “O mercado está aquecido. Nos últimos 14 anos, nunca atingimos esse valor, o que é compreensível no momento atual. A dúvida agora é se essa valorização terá seguimento ao longo do ano”, pontuou o professor da UPF e responsável pelo levantamento do Conseleite, Marco Antonio Montoya.

Segundo o presidente do Conseleite, Rodrigo Rizzo, o cenário é de valorização do leite e de reconhecimento do trabalho no campo, uma vez que o produtor também vem recebendo mais por litro. “É um momento justo para o setor em função de nossos custos”, completou o vice-presidente do Conseleite, Alexandre Guerra. Ele citou que, apesar de estarmos em plena safra, as indústrias estão trabalhando com estoques menores, o que garante maior giro e melhor operação. “O setor lácteo está passando pelo seu pico de produção e captação, e o preço está em um patamar adequado que reflete o cenário e o auxílio-emergencial concedido pelo governo”, salientou Guerra.

Rizzo alertou que, com o aumento do preço do leite, acende-se uma luz amarela em relação à retomada da atratividade das importações. Apesar da valorização cambial, as aquisições externas voltam a ser uma opção de oferta, o que já se verifica nos números da balança comercial de lácteos nos meses de julho e agosto. “É algo que deixa o setor em alerta”, ponderou o presidente.

Por Farsul

Campanha “O agro não pode pagar essa conta”

Campanha “O agro não pode pagar essa conta”

Entidades do agro gaúcho são contra o projeto do Governo Estadual

Farsul, Fetag e demais entidades representativas do agronegócio gaúcho estão lançando uma campanha para explicar por que são contra a proposta de reforma tributária. Elas reforçam a necessidade de mudanças no sistema atual, mas, o projeto penaliza com aumento de impostos um setor fundamental da economia do Rio Grande do Sul.

 

Taxa cambial mantém alta do IICP e IIPR em julho

Taxa cambial mantém alta do IICP e IIPR em julho

Indicadores do agronegócio estão acima do IPCA e IPCA Alimentos

O IICP (Índice de Inflação dos Custos de Produção) de julho teve uma alta de 1,50% em relação a junho. O IIPR (Índice de Inflação dos Preços Recebidos pelos Produtores Rurais) também registrou inflação, com 6,42% no mesmo período. Em ambos indicadores a variação cambial teve influência no resultado. As informações foram divulgadas pelo Farsul nesta quinta-feira (20/08).
No caso do IICP, a recuperação do preço do petróleo, que segue sua trajetória de alta, também teve participação no resultado. No acumulado do ano, o indicador registra 4,11%, ficando acima do IPCA que ficou em 0,46%. A taxa cambial de 29% acumulada em 2020 foi o principal motivo da alta do índice. Ele só não foi maior em razão da queda de 50% no preço do petróleo no mesmo período. A tendência é de recuperação nos valores dos combustíveis e a manutenção da alta taxa cambial fazendo com que os custos se mantenham em trajetória de aceleração.
Em relação ao IIPR, a taxa cambial e o bom desempenho das exportações refletiram nos preços da soja, arroz e suínos. Em 2020, o índice já acumula 32,13% e em 12 meses, 47,48%. Neste ano o IPCA Alimentos chegou a 4,10% e em 12 meses, 7,61%. A diferença ocorre porque, além dos fatores que impactam no IIPR, a baixa atividade econômica em decorrência das medidas de combate à pandemia afeta muitos produtos que compõe a cesta do IPCA Alimentos.

Confira o Relatório na íntegra.

Programa Agro.BR oferece suporte a produtores que pretendem exportar

Programa Agro.BR oferece suporte a produtores que pretendem exportar

Além da CNA e Apex Brasil, programa tem apoio da Farsul e Senar-RS em escritório regional

Os olhos do agronegócio estão cada vez mais voltados para o mundo. Os sucessivos aumentos de produtividade permitem não apenas o crescimento nas exportações tradicionais, como grãos e carnes, mas, também apresentam novas perspectivas para produtos que podem encontrar nichos no cenário global. Para capacitar e auxiliar os produtores para essas demandas, a CNA, em parceria com a Apex Brasil, oferece o programa Agro.BR com o objetivo de desenvolver novos negócios.

São quatro escritórios regionais que oferecem suporte para aqueles empresários rurais que já realizam algum tipo de exportação e para aqueles que pretendem entrar no mercado internacional. Voltado para produtores e cooperativas, o programa realiza mapeamento de produtores e cadeias, sensibilização e capacitação ao mercado exterior, encaminhamento de acordo com a capacidade e maturidade exportadora, elaboração de planos de negócios para exportações, organização das ofertas e logísticas da regiões no desenvolvimento de uma estratégia exportadora, viabilização comercial das exportações, além de outros encaminhamentos a parceiros do projeto.

Entre os escritórios regionais, um está na sede da Farsul e já vem atuando no suporte aos produtores. O consultor Arturo Muttoni, o responsável pelo escritório no Rio Grande do Sul, aponta algumas cadeias com potencial para atuar no cenário internacional. “No Rio Grande do Sul existem cadeias que podem ser beneficiadas diretamente pelo programa, como lácteos, mel, castanhas e erva-mate”, indica. Ele explica que o trabalho não consiste apenas na capacitação, havendo várias ações conforme o perfil de cada produtor. “Além da capacitação, são realizadas sensibilizações e rodadas de negócios entre outros”, descreve.

No Rio Grande do Sul, o programa oferece ao produtor um suporte que conta, além da integração da CNA e Apex Brasil, com a Farsul e Senar-RS. Muttoni explica que conforme os perfis dos produtores, diversas ações podem ser realizadas. “Pequenos produtores podem ser organizados em grupo e indicados a participarem da Assistência Técnica e gerencial (Ateg) e de outras atividades do Senar-RS, por exemplo’, comenta.

O Agro.BR está elaborando uma vitrine virtual e portfólios digitais, ambos em inglês e mandarim, e realiza seminários que apresentam vantagens e caminhos para a atuação no mercado internacional. O programa conta ainda com um escritório em Shangai, na China que realiza levantamento de informações comerciais e características de negócios. Ele também faz mapeamento de mercados, compradores, distribuidores e parceiros locais; procura oportunidades e características da cadeia comercial dos principais mercados e realiza missões internacionais, que atualmente estão acontecendo por meio de participações em feiras e rodadas de negócios virtuais devido as restrições impostas pela pandemia de Covid-19.

Os produtores interessados em participar do programa Agro.BR devem preencher uma ficha cadastral neste link. Após, é realizada a análise do perfil do produtor e encaminha a assinatura do termo de adesão, quando são realizados os encaminhamentos conforme o perfil de cada um. Não existe uma data limite para a inscrição, mas as vagas são limitadas. Todo o suporte ao produtor rural é feito de forma gratuita.

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