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Rio Grande do Sul terá piloto de novo formato do programa Campo Futuro

Rio Grande do Sul terá piloto de novo formato do programa Campo Futuro

Reunião por videoconferência será testada para continuidade do levantamento

No dia 21 de maio, produtores de soja, milho e trigo de Carazinho estarão reunidos com representantes da Farsul, CNA e Esalq-Cepea para a coleta de informações sobre custos de produção. O levantamento faz parte do projeto Campo Futuro que está em seu décimo terceiro ano. A novidade está na forma como pesquisa será realizada. Com apoio do Sindicato Rural de Carazinho, será realizada uma videoconferência. Essa foi a alternativa para dar continuidade a um trabalho, já consolidado, diante das medidas de distanciamento social no combate ao novo coronavírus.
O formato é inédito no estudo realizado em todo país, conforme informa o economista Ruy Silveira Neto, representante do Sistema Farsul na pesquisa há cinco anos. Esta primeira reunião será piloto e no dia seguinte já está agendada uma avaliação para eventuais ajustes e ampliação das praças no Rio Grande do Sul e, posteriormente, no Brasil. O economista informa que a intenção é realizar uma reavaliação a cada duas videoconferências para aperfeiçoamento do trabalho. Com a aprovação da forma, as próximas datas e praças das reuniões serão agendadas.

Senar debate educação profissional e novas tecnologias

Senar debate educação profissional e novas tecnologias

Brasília (08/05/2020) – A experiência do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) na formação técnica voltada ao meio rural foi compartilhada em uma transmissão ao vivo sobre a educação profissional no Mundo 4.0, promovida pelo Ministério da Educação na sexta (8).

A coordenadora de Educação Formal do Senar, Maria Cristina Ferreira, apresentou a metodologia baseada no ensino híbrido, com encontros presenciais e aprendizagem a distância, do curso técnico em agronegócio.

A formação tem carga horária de 1230 horas, sendo 80% a distância e 20% presencial. O curso é oferecido em 150 polos de apoio presencial nas cinco regionais brasileiras. “Na formação profissional técnica do Senar, o conhecimento prático é fundamental. Por isso utilizamos a tecnologia associada à interação presencial”, destacou.

“Nossa metodologia foi desenhada de modo que todo o conteúdo esteja integrado. Produzimos material impresso, videoaulas e aulas virtuais. Por fim, o tutor presencial complementa o processo de aprendizagem”, detalhou Maria Cristina.

Ela complementou que a personalização do ensino é outra característica da instituição. “O Senar inova em proporcionar a formação profissional a distância para alcançar a população rural criando oportunidade de ensino por meio de diversas mídias. Isso cria maior flexibilidade aos estudantes”.

A coordenadora do Senar também apresentou informações sobre cursos técnicos presenciais em Bovinocultura de Corte, em Campo Grande (MS) e em Fruticultura, no município de Juazeiro (BA), na região do Vale do São Francisco, considerado o maior polo de fruticultura do País.

Também participaram da transmissão a diretora de Educação Profissional do Senac, Anna Beatriz Waehneldt, a diretora do Centro de Capacitação Técnica do Centro Paula Souza, Lucilia Guerra. O secretário de Educação de Santa Catarina, Natalino Uggioni mediou os debates.

Para saber mais sobre a formação técnica do Senar, acesse: https://www.cnabrasil.org.br/s…

Assista à integra da transmissão:

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Nota CNA – Indústrias lácteas precisam cumprir acordos estabelecidos pelos Conseleites

Nota CNA – Indústrias lácteas precisam cumprir acordos estabelecidos pelos Conseleites

O setor foi pioneiro na criação de conselhos paritários

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) reafirma a necessidade do cumprimento, por parte das indústrias lácteas brasileiras, dos acordos estabelecidos pelos Conseleites no que se refere ao índice de preço a ser pago ao produtor rural.

O setor lácteo nacional foi pioneiro na criação de conselhos paritários que visam harmonizar as diferenças entre os produtores rurais e as agroindústrias. Com a finalidade de proporcionar ao produtor uma definição de tendência do comportamento do preço do leite e servir como conciliação de conflitos, os conselhos foram fortalecidos e se credenciaram como fóruns transparentes de discussão qualificada.

As medidas de isolamento social impostas para amenizar os impactos da pandemia de COVID-19 levaram o consumidor a aumentar significativamente sua demanda por lácteos no final do mês de março e nas primeiras semanas de abril. Com isso, principalmente o leite UHT e o leite em pó apresentaram maior volume de vendas e elevação de preços nesse período, comportamento que não se repetiu nas semanas posteriores.

A situação do produtor de leite já era crítica antes da pandemia e ficou ainda pior nessas últimas semanas. O preço pago pelo litro de leite ao produtor caiu 5,9% no primeiro trimestre de 2020. Enquanto isso, o custo de produção aumentou 3,18%, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA-Esalq/USP). Com destaque para o preço do farelo de soja, importante componente da ração animal, que teve alta de 23% em relação a fevereiro.

A metodologia estabelecida pelos Conseleites leva em conta o consumo dos produtos lácteos no mês e os custos de produção do produtor e da indústria. Diante do cenário observado nos últimos meses, os conselhos regionais sinalizam valores de referência em alta ou estáveis para o leite entregue em abril, a ser pago em maio. Entretanto, boa parte dos laticínios apontaram redução no preço do leite para pagamento em maio, justificando os efeitos da crise no novo coronavírus.

Em Minas Gerais, o valor de referência para o leite entregue em abril a ser pago em maio teve alta de 5,62% em relação ao último mês. Em Santa Catarina, a alta foi de 3,8%; no Paraná, 6,75%, enquanto no Rio Grande do Sul a alta foi mais expressiva, 9,79%. Já em Goiás, na Câmara Técnica e de Conciliação da Cadeia Láctea, o Índice de Preços de Derivados Lácteos aponta uma variação positiva de 0,18% frente ao mês de março. Em termos de representatividade, a produção desses cinco estados representa praticamente 70% de todo o leite produzido no Brasil.

Apesar de todos os Conselhos sinalizarem altas, tivemos relatos de descumprimento dos acordos. Produtores do estado do Paraná apontam que importantes empresas fecharam o mês com a manutenção do preço pago no mês anterior. Em Goiás e Minas Gerais, produtores indicam sinais ainda mais preocupantes, uma queda dos preços ofertados.

O comportamento dessas indústrias em não seguir as tendências sinalizadas pelos conselhos remete a práticas arcaicas de negociação unilateral, que acreditávamos já estarem superadas. Nesse momento de crise sanitária e econômica, o que menos precisamos é de uma crise de credibilidade.

A CNA preza pelo diálogo e pela transparência nas relações comerciais entre produtor e indústria. Mesmo diante das dificuldades em que o Brasil e o mundo têm passado frente à pandemia do Covid-19, acreditamos que o setor deve caminhar junto para superar os desafios. Não podemos permitir retrocessos nos avanços conquistados ao longo de quase 20 anos.

A principal finalidade dos valores de referência mensais é proporcionar ao produtor uma tendência do comportamento do preço do leite, sendo um valor justo para todos os elos da cadeia. Por isso, espera-se da indústria láctea brasileira um posicionamento firme e ético para cumprir o que foi acordado.

Fonte: Farsul

Produtores de Juiz de Fora (MG) criam plataforma para venda de cestas coletivas de hortifrutis

Produtores de Juiz de Fora (MG) criam plataforma para venda de cestas coletivas de hortifrutis

Por: SENAR MINAS

Um grupo formado por produtores associados ao Mogico (Monte de Gente Interessada em Cultivo Orgânico) criou a plataforma online chamada Cesta de Produtos Orgânicos do Mogico, ou simplesmente Cesta Coletiva, para comercialização online de produtos como verduras, frutas, legumes, ervas e temperos, entre outros.

“Trata-se de uma alternativa coletiva que apoia o pequeno produtor e nossos clientes nesse período de distanciamento. A Cesta Coletiva surgiu da necessidade dos produtores do coletivo Mogico em escoar a produção”, explica o produtor rural e vice-presidente do Mogico, Waltencir Carlos da Silva.

Dos seis produtores que participam da iniciativa, três recebem a Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) em Olericultura, oferecida por meio da parceria entre o Sistema Faemg / Senar Minas e o Sindicato dos Produtores Rurais de Juiz de Fora.

“O Sistema Faemg / Senar Minas vem contribuindo muito com seu suporte por meio do ATeG e com as medidas de apoio em relação à pandemia, além de orientações que são ofertadas diariamente nos canais de comunicação. Recentemente, o ATeG promoveu o curso Gestão do Negócio, ministrado pelo instrutor José Geraldo da Silva Machado. O curso foi de fundamental importância para os produtores. Além disso, o atendimento remoto pós curso permitiu que trocássemos informações e nos permitiu enxergar possibilidades frente à pandemia, que, no momento, ainda era recente”, aponta Waltencir.

A plataforma e seu funcionamento

De acordo com Waltencir, a plataforma para vendas on line era um projeto antigo do grupo, mas, com a necessidade do distanciamento social, foi preciso colocá-lo em prática de uma hora para a outra, em dia 28 de março. “O projeto saiu de forma relâmpago, em função do cancelamento de umas de nossas frentes de venda, que é a Feira da UFJF – feira de produtos orgânicos realizada no campus da Universidade Federal de Juiz de Fora, que ocorria às segundas-feiras, de 16h às 19h.”

A plataforma tem abertura de pedidos aos sábados, às 18h, prosseguindo até domingos, às 20h. Basta que o cliente escolha os produtos e monte sua cesta. A entrega é efetuada às terças-feiras, a partir das 10h. “O cliente tem a opção de escolher seus produtos de acordo com a sua preferência de produto e conforme a disponibilidade.”

O instrutor João Barcellos explica que a ideia da plataforma foi apresentada a ele por um dos produtores atendidos pelo ATeG. “Eu fiz algumas sugestões de melhoria para o site, além de ter elaborado um fluxograma, repassado a todos os produtores.” O material apresentava as possibilidades de comercialização em tempos de pandemia, contendo, ainda, informações como importância de higienização, dicas para produção e de divulgação sobre a nova forma de venda.

Sucesso de vendas

Waltencir explica que a iniciativa os fez chegar a um número bem maior de clientes do que os que frequentavam a Feira da UFJF. “A Cesta Coletiva, em um primeiro momento, para suprir a não realização da Feira da UFJF, mas conseguimos abranger um número bem maior de clientes via plataforma on line. No meu caso, por exemplo, que sou sócio do Viva Orgânica, que oferece verduras, frutas e legumes, o volume de venda na cesta mais que triplicou.”

Segundo ele, o grupo tem atendido, em média, 70 cestas por semana. “Com esse sucesso, temos intenção de prosseguir com este segmento mesmo após a pandemia.”

Além da Cesta Coletiva (https://cestamogico.lojaintegrada.com.br/), o coletivo Mogico continua realizando a Feira Orgânica Mogico aos sábados, de 8 às 12h, na praça do bairro Bom Pastor.

Farsul faz alerta sobre o impacto da taxa de câmbio no preço da soja

Farsul faz alerta sobre o impacto da taxa de câmbio no preço da soja

Conforme levantamento da Federação, valor do grão no mercado internacional está em queda

Na segunda-feira (4/5), o saco de 60Kg da soja era comercializado por R$ 105,50 no Porto de Rio Grande. O valor histórico é resultado da influência da variação cambial e não reflete o que vem acontecendo no mercado internacional. Nos EUA, como comparação, o preço do bushel em 30 de abril deste ano foi de US$ 8,56 contra US$ 9,62 no ano passado. O levantamento foi realizado pela Farsul e indica que o cenário nacional é em decorrência da pandemia do vírus Covid-19.
Para compreender o quadro atual, a análise compara a relação preço x custo de produção entre os anos 2019 e 2020 nos EUA, principal concorrente brasileiro no produto. Lá, no ano passado, a diferença entre o valor comercializado e o custo de produção gerava um lucro de US$ 0,05 por bushel. Atualmente, o resultado é um prejuízo de US$ 1,19 aos produtores daquele país.
O economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz, explica que o objetivo é “chamar a atenção que o que está acontecendo com a soja é reflexo da pandemia, que é imprevisível, e estamos vendendo por um preço muito acima”, avalia e completa, “A diferença cambial adicionou R$ 25,00 no preço do produto”. Para ilustrar, foi feita uma simulação de preço com a taxa de câmbio de janeiro, anterior a chegada da doença no Brasil. Nesse cenário, a soja estaria sendo comercializada a R$ 80,57. Com o câmbio de 12 meses, o preço seria R$ 75,78.
Luz comenta que se o produtor tivesse travado o preço na sua praça, ainda considerando o frete de R$ 5,00 a R$ 10,00 por saco, estaria ganhando. “Em Cruz Alta, ele teria um ganho de R$ 5,00, por exemplo”, compara. “Só estamos com esse preço pela pandemia. Portanto, faz todo sentido seguir travando. Os únicos que podem sentir culpa por ter travado preço são aqueles que adivinharam que o mundo passaria por uma pandemia”, conclui.

Farsul participa de encontro virtual que esclarece desafios jurídicos da Nova Lei do Agro

Farsul participa de encontro virtual que esclarece desafios jurídicos da Nova Lei do Agro

Possibilidade de dar parte do patrimônio em garantia e rapidez da execução em caso de inadimplência são novidades que demandam atenção dos produtores

A Lei 13.986/20, conhecida nova Lei do Agro, que amplia o financiamento do agronegócio ao reforçar o rol de garantias ao credor traz uma série de desafios jurídicos. Este foi o tema do webinar A Nova Lei do Agro e Resolução de Conflitos, promovido pela Comissão de Assuntos Jurídicos da Farsul em parceria com a Câmara de Mediação e Arbitragem (Camarb), do qual participaram o economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz , e o consultor jurídico da Farsul Frederico Buss, além de advogados especializados no setor.

Buss lembra que uma das inovações da lei, convertida a partir da MP 897/19, é a criação da Cédula Imobiliária Rural, que tem parte do imóvel como garantia. Sendo assim, o imóvel pode ser dividido em lotes e apenas uma parte proporcional à dívida é comprometida e não o imóvel na sua integralidade. No entanto, o novo mecanismo permite que, em caso de não pagamento, o credor tome o imóvel sem precisar recorrer ao judiciário: “É um bom instrumento para o produtor que consegue se planejar, que tem um nível baixo de endividamento. Para quem já tem muitas dívidas, é preciso ficar atento, pois o produtor pode perder o seu patrimônio rapidamente”, esclarece.

Antônio da Luz analisa que a ampliação das garantias traz mais segurança aos credores e tem como consequência esperada a queda nos juros ao produtor, além de permitir a entrada de novas fontes de recursos através da possibilidade de captação em moeda estrangeira. A volatilidade cambial, no entanto, demanda cautela e uma boa assessoria para quem decidir por essa modalidade, alerta o economista.

No encontro foram discutidas ainda as possibilidades do uso da arbitragem na resolução das disputas, com a vantagem da rapidez e do sigilo que caracterizam esse mecanismo, conforme esclareceu a advogada Eliana Baraldi. Para evitar problemas futuros, a advogada Suzana Cremasco sugere que os contratos contem com uma cláusula que estipule como se daria a solução de conflitos, a fim de ampliar a segurança jurídica no uso dos novos mecanismos de financiamento. O encontro contou ainda com o advogado Francisco de Godoy Bueno, que esclareceu a questão do patrimônio rural de afetação, e foi moderado por Thiago Marinho Nunes, da Camarb.