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Nota Oficial – Retirada da Vacinação Contra Febre Aftosa no RS

Nota Oficial – Retirada da Vacinação Contra Febre Aftosa no RS

Após consulta aos sindicatos rurais, Farsul aprova continuidade do processo

A Farsul comunica que, após reunião realizada com os representantes dos sindicatos rurais integrantes da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul, apoia o processo de retirada da vacinação contra a febre aftosa no estado. A decisão foi tomada por meio de votação entre os participantes, mantendo a tradição democrática da entidade de ser representante das demandas e posições dos produtores rurais do Rio Grande do Sul.
É sabido que ainda existem itens a serem concluídos pelo Governo do Estado para o cumprimento de todo o protocolo estipulado para que o Rio Grande do Sul receba o status de livre de aftosa sem vacinação, pela OIE. Competirá a nós o acompanhamento da evolução desses pontos, auxiliando no que nos cabe e cobrando os que são compromissos de outros.
Somos cientes das responsabilidades que cairão sobre os produtores, especialmente quanto a vigilância no campo. Pois, além das dificuldades conhecidas do setor público para tal, são os produtores os principais interessados na manutenção da segurança sanitária no nosso setor.
Entretanto, necessitamos que, após a conclusão do processo, tenhamos a garantia do Poder Público de que as medidas apresentadas serão, efetivamente, colocadas em prática para que aquele que é o principal interessado, o produtor rural, tenha tranquilidade em exercer sua atividade sabendo que está respaldado jurídica e sanitariamente.

Gedeão Silveira Pereira
Presidente do Sistema Farsul

 

Farsul apresenta estudo sobre produções agrícolas convencionais e sem defensivos

Farsul apresenta estudo sobre produções agrícolas convencionais e sem defensivos

Levantamento aponta diferenças produtivas e impacto econômico entre modelos

A Farsul apresentou nesta quarta-feira (29/7) um estudo que traz uma simulação da produção agrícola do estado caso ela não utilizasse defensivos agrícolas em sua totalidade e a comparação com a agricultura convencional. O levantamento usou por base os números da safra 2019 e estudos científicos sobre o assunto. O objetivo é demonstrar o impacto econômico e social que uma adoção generalizada do modelo causaria.

Na abertura da apresentação, o presidente do Sistema Farsul, Gedeão Pereira, explicou que “a Federação busca desmitificar a acusação de um pessoal de plantão que gosta de apontar o agronegócio de envenenador do meio ambiente. E tentam fazer uma comparação entre os chamados orgânicos e os feitos de maneira tradicional”.
Gedeão também destacou a posição da Farsul em não distinguir os produtores conforme o modelo adotado. “A Federação da Agricultura, representa a todos produtores rurais. Quem achar que tem nicho de mercado para produzir orgânicos, que siga na sua seara. Quem prefere o sistema convencional, que siga assim produzindo. O Que queremos demonstrar em números, através da ciência, é justamente as diferenças de eficiência produtiva entre os sistemas, para trazer a importância de tudo aquilo que a gente faz e como faz”, comenta.

O presidente também aproveitou para reforçar o papel do setor no atual momento. “Estamos num momento muito importante porque agronegócio brasileiro está cumprindo com sua grande missão. Basta chegarmos em qualquer supermercado para vermos a quantidade a qualidade dos produtos ofertados. Aquilo que tínhamos uma grande preocupação, que era haver algum tipo de desabastecimento em função da pandemia, não ocorreu. E não ocorreu porque o agronegócio não parou de funcionar e não só tem abastecido o mercado interno, como continua abastecendo fortemente os mercados internacionais”, afirma.

O economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz, destaca as razões da realização do levantamento. “Não podemos aceitar que os produtores convencionais ou os que adotam uma agricultura sem defensivos sejam estigmatizados, que algum processo produtivo seja avaliado de maneira preconceituosa. E quando esse estigma pode vir do Estado, vestido de política pública, tributária ou coisas do tipo, isso exige uma resposta clara do nosso lado. Montamos o estudo para mostrar a razão dos produtores adotam uma agricultura convencional e os benefícios que trazem ao Estado”, descreve.

O levantamento aponta que a adoção de uma produção exclusivamente sem defensivos significaria uma redução de R$ 51,36 bi no PIB do Rio Grande do Sul. Isso é equivalente a uma queda de 10,69%, superior a três vezes o impacto das piores secas. Atualmente, o estado possui 1.240 empresas distribuidoras de insumos e 128 cooperativas que tem boa parte da receita. Utilizando uma única forma, grande parte dessas empresas seriam fechadas junto com seus postos de emprego.

O resultado significa uma retração de 32% somente no PIB do agronegócio gaúcho. O próprio Governo Estadual registraria uma considerável perda de arrecadação. Em 2019, no caso, o Rio Grande do Sul teria menos R$ 4,98 bi nos cofres públicos. No mesmo ano, o déficit do governo era de R$ 3,2 bi.

Os defensivos são responsáveis por um grande investimento dos produtores, especialmente por serem importados e influenciados pela variação cambial. Uma produção sem utilizá-los reduziria os custos em R$ 9,43 bi. O problema está na queda de produtividade. A produção de 33,6 milhões de toneladas de grãos, cairia para 23,2 milhões.
E o impacto econômico geraria também reflexos na área social. Como possuem uma produtividade menor, os produtos que não recebem aplicações de agroquímicos tem custo maior para o consumidor na relação de demanda de mercado. Ao considerar que toda a produção gaúcha adote esse modelo, a disponibilidade de alimentos seria menor, reajustando os preços.

Um exemplo está no arroz. O Rio Grande do Sul é o maior produtor do cereal no Brasil, atendendo boa parte da demanda nacional, além de exportar. Em 2019, o rendimento médio de uma lavoura convencional era de 7.417 kg/ha em lavouras convencionais. Já naquelas em que não havia a aplicação de defensivos a produtividade caiu para 4.286 kg/ha. Uma diferença de 42%.

A menor oferta do produto deixaria 62,6 milhões de brasileiros desabastecidos. Isso afetaria a população mais carente do país que tem no arroz um dos principais ingredientes da sua dieta diária. A escassez o tornaria um produto nobre e aumentaria os preços ao consumidor. Para garantir o volume, seria preciso aumentar em 50% a área plantada.
O coordenador da Comissão do Meio Ambiente da Farsul, Domingos Lopes, lembra que além de abastecer o consumo interno, o Brasil exporta para centenas de países que possuem os mais diferentes regramentos para a entrada de alimentos e cumpre todas as exigências, o que garante a segurança alimentar. A grande maioria desses produtos são resultantes do modelo agrícola convencional.

Sobre o debate entre os modelos produtivos, Lopes reforça o posicionamento da Federação. “Defendemos sempre que o que rege nosso modelo de produtividade em primeiro lugar é a legalidade. Em segundo está o tripé que consideramos base da nossa atividade. Sustentabilidade, pois temos sim que sustentar o meio ambiente; temos que ter um desenvolvimento social.

Confira o estudo apresentado.

Preço do leite se mantém no RS

Preço do leite se mantém no RS

Valor projetado para julho aponta alta de 1,82%

A projeção para o valor de referência do leite no Rio Grande do Sul em julho é de R$ 1,4244, alta de 1,82% em relação ao consolidado de junho (R$ 1,3989). A estimativa foi apresentada na reunião virtual do Conseleite/RS nesta terça-feira (28/07) e indica estabilidade de mercado, com recomposição do preço dos queijos. O professor da UPF, Marco Antônio Montoya, pontuou que, com a concentração do consumo dentro das residências em função quarentena, o que se vê é uma valorização dos alimentos. Segundo o levantamento do Conseleite, a maioria dos derivados lácteos no primeiro semestre de 2020 está acima dos valores praticados no mesmo período de 2019. Contudo, com o avanço da safra e o típico aumento de produção no segundo semestre do ano, a tendência é que os preços se mantenham nesse patamar.
O presidente do Conseleite, Rodrigo Rizzo, reforçou que a estabilidade do leite no Rio Grande do Sul segue tendência também verificada em outros itens da cesta básica, mas alertou que o momento é de cautela. “A variação cambial tem ajudado. Estamos vivendo um bom momento, mas é preciso atenção com investimentos”, alertou.
A posição foi reforçada pelo vice-presidente do Conseleite, Alexandre Guerra, que informou que o câmbio no atual patamar deixou o leite importado pouco competitivo no mercado nacional, favorecendo a produção local. De acordo com Guerra, a estabilidade do mercado nos meses de junho e julho traz alento a um setor que enfrentou muita pressão ao longo dos últimos anos. “Deixamos para trás a volatilidade registrada em março e abril e entramos em um cenário de estabilidade em junho e julho, um patamar necessário para o setor se manter”, completou.
Mas, a taxa cambial também impactou nos custos de produção, conforme o coordenador da Comissão de leite e Derivados da Farsul, Leonel Fonseca. Ele reforça que o momento segue sendo de recuperação dos anos anteriores. Mas, além do câmbio, os impactos da estiagem nos primeiros meses de 2020, especialmente na silagem, acabam não oportunizando ganhos reais aos produtores. “Que o mercado se estabilize e se mantenha por três ou quatro meses para recuperar os preços do ano passado”, avalia.
Outro fator citado pelo Conseleite para fomento ao consumo de alimentos foi o auxílio emergencial concedido pelo governo federal às famílias de baixa renda. “Esse valor de R$ 600,00 tem sido revertido para consumo de alimentos em casa”, destacou Rizzo. Para Fonseca, o momento é oportuno para fomentar o consumo de lácteos, principalmente entre os mais jovens. “As famílias em casa estão buscando uma alimentação mais saudável e precisamos fazer um trabalho de base valorizando as qualidades dos produtos e estimulando seu consumo”, sugere.
O Conseleite também debateu a Reforma Tributária proposta pelos governos estadual e federal. As entidades ligadas ao Conseleite estão estudando o tema e as possíveis contribuições.

Programa Campo Futuro conclui etapas no Rio Grande do Sul

Programa Campo Futuro conclui etapas no Rio Grande do Sul

Encontros foram realizados por videoconferência

O programa Campo Futuro, levantamento dos custos de produção realizado pela CNA e Esalq/Cepea com apoio do Sistema Farsul e Sindicatos Rurais, teve suas etapas concluídas no Rio Grande do Sul. O estado é o único a terminar a coleta de dados até o momento no país. Esta é a 12ª edição do projeto que precisou adotar formato de videoconferência em razão da pandemia de Covid-19.
No total, foram seis encontros virtuais que iniciaram com produtores de Carazinho (21/5), primeiro a realizar com o novo modelo no Brasil e serviu de referência para os demais. O debate serviu para levantar dados sobre os custos de produção das culturas de soja, trigo e milho. Depois vieram as etapas de Bagé (19/6), com soja sequeiro e irrigado; Uruguaiana (23/6), com arroz irrigado; Tupanciretã (14/7), com soja e trigo; Camaquã (16/7), com arroz e soja; e Cruz Alta (16/7), com soja e milho irrigado e sequeiro e trigo. Agora os números estão sendo compilados e devem ser divulgados na segunda quinzena de agosto.
Conforme o economista do Sistema Farsul, Ruy Silveira, foi fundamental a manutenção do programa para garantir a continuidade da série histórica que serve como informação base para os estudos realizados pela Federação. “É importante porque serve para uma série de outros estudos nossos como os índices de inflação do agronegócio, levantamento de impactos econômicos e planilhas de viabilidade econômica”, explica.
Silveira também ressalta que este ano foi marcado pela estiagem e esses dados são importantes para a análise do momento. Ele alega que, mesmo que as informações fossem coletadas posteriormente, se perderia o sentimento do produtor logo após a colheita. E, por isso, destaca a disposição dos sindicatos e produtores em colaborar, mesmo com as mudanças de formato. “Pensamos que poderia ter alguma resistência, mas todos se esforçaram para que desse certo. Demonstra que há reconhecimento do trabalho feito”, avalia.
O economista defende os encontros presenciais para a realização dos debates, mas considera que a realização de videoconferências não comprometeu os resultados. “Foi possível mitigar os efeitos da pandemia com as novas ferramentas tecnológicas. O resultado nos deixou muito feliz, não se perdeu nada em informação. Mesmo que a discussão seja mais rica presencialmente, foi possível garantir a confiabilidade dos dados”, afirma.
O resultado foi tão satisfatório que a Farsul já encaminhou solicitação à CNA para a realização de uma rodada de levantamento de dados de pecuária de corte ainda em 2020. A coleta de informações da cadeia acontece a cada três anos, diferente dos grãos que é anual, mas havia sido transferida para 2021.

Farsul debate proposta de reforma tributária

Farsul debate proposta de reforma tributária

Apesar de concordar com diversos itens, entidade vê sacrifício do setor

A proposta de reforma tributária apresentada pelo Governo do Rio Grande do Sul está sendo amplamente debatida pela Farsul. Nesta quarta-feira (22/7), a entidade promoveu uma reunião com os Sindicatos Rurais e participou de outra com o próprio Executivo, representado pelo secretário de Governança e Gestão Estratégica e de Planejamento, Orçamento e Gestão, Claudio Gastal e pelo secretário da Fazenda Marco Aurelio Cardoso. A mobilização acontece porque a Federação entende que a revisão do sistema tributário gaúcho é necessária, porém, o projeto sobrecarrega o agronegócio, ferindo um princípio básico da economia que é de não taxar produção.
O presidente do Sistema Farsul, Gedeão Pereira, ressalta que a entidade, como principal representante do setor, tem a obrigação de debater a proposta. “Passamos o final de semana analisando e ela está nos preocupando imensamente. Toda proposição, como tudo na vida, tem coisas boas e ruins. O problema é que o nosso setor está sendo chamado para o sacrifício”, afirma Gedeão.
A entidade destaca que a avaliação feita da proposta foi técnica e a reforma tributária é necessária. Atualmente, em um ranking de competitividade, organizado pelo Banco Mundial, o Brasil ocupa a 184ª posição entre 190 países. Em relação ao Índice de Solidez Fiscal no país, o Rio Grande do Sul está em último lugar. “O Brasil é um dos piores sistemas tributários do planeta e o Rio Grande do Sul é o pior do país. Isso coloca o estado entre os três piores lugares do mundo”, ressalta o economista-Chefe da Farsul, Antônio da Luz.
Para a análise da proposta do governo, foram utilizados, pela Federação, os critérios essenciais para sistemas tributários eficientes no mundo. Assim, foram considerados os itens: ter uma estrutura simples, neutralidade, transparência, não acumulativo e isonomias horizontal e vertical. Conforme avaliação da entidade, a atual estrutura não possui nenhuma dessas características.
Embora aprove boa parte do projeto, a Farsul discorda de dois pontos em especial. O primeiro está na tributação de insumos agrícolas, que terá a redução de 10% do benefício dado pelo governo. “O cálculo do impacto nos custos de produção está equivocado. O governo usa como referência custos de baixa tecnologia que não contemplam 70% da produção do estado. A estrutura de cálculo está subestimada”, explica Luz.
A Federação considera um erro grave em economia, porque tributa a produção. Nas demais cadeias, quem paga o imposto é o consumidor. “A indústria tem sistema de débito e crédito, o produtor não, por ser pessoa física, ele absorve esse imposto. Na proposta, os insumos agropecuários são os únicos que perdem benefícios e o produtor paga sozinho”, descreve o economista.
O outro ponto de crítica da Farsul está no aumento da alíquota do ITCD (Imposto sobre a Transmissão “Causa Mortis” e Doação de Quaisquer Bens e Direitos). Para entidade, um sistema progressivo seria justo e alinhado com o cenário internacional. O presidente Gedeão Pereira lembra que uma propriedade rural é bem de capital, não de consumo. “É para produção, não para consumir”, reforça.
Atualmente, 2/3 das heranças de propriedades rurais não são legitimadas no estado. A proposta da Federação é a redução da alíquota para 4% e a possibilidade de parcelamento. Conforme Luz, isso faria com que os inventários em abertos fossem regularizados e os futuros não seriam protelados, gerando maior arrecadação.
A entidade também reforça que reformas tributárias tem o objetivo de simplificar a forma de arrecadação, não o seu aumento. “O aumento ou redução da carga tributária está relacionado aos gastos públicos. Quem defende a redução deve cobrar reforma administrativa”, explica Luz.
A proposta ainda não foi encaminhada para a apreciação do Legislativo. A Farsul trabalha pela correção dos itens antes que sejam enviados para plenário, mas também já está atuando junto aos parlamentares. Nesta quinta-feira, dia 23, irá realizar uma reunião com os deputados para debater a questão.

Custos de produção registram alta de 2,57% no primeiro semestre

Custos de produção registram alta de 2,57% no primeiro semestre

Alta de 26% na taxa cambial foi principal responsável pelo aumento

Os custos de produção do agronegócio tiveram um aumento superior ao IPCA. Enquanto o índice de preços ao consumidor registrou uma alta de 0,10%, o IICP (Índice de Preços dos Custos de Produção), no Rio Grande do Sul, chegou a 2,57% no primeiro semestre de 2020. Os dados foram divulgados pela Farsul nesta segunda-feira (20/07). O aumento de 26% na taxa cambial durante o período foi o principal responsável pelo resultado.
Os números só não são maiores porque o IICP teve uma retração de 1,03% em junho em decorrência da queda de 7% da taxa cambial, anulando o impacto da recuperação dos preços dos combustíveis no último mês, após uma desvalorização de 37% nos meses anteriores. No acumulado em 12 meses, o IICP chegou a uma alta de 2,21% e o IPCA ficou em 2,13%. A equipe econômica alerta aos produtores que é necessária atenção aos custos de produção. A tendência é uma recuperação no preço do petróleo durante o segundo semestre, com a manutenção de uma taxa cambial elevada.
Se o câmbio encareceu os insumos para os produtores, ele também foi responsável por anular a queda, no cenário internacional, dos preços dos principais produtos produzidos no estado. O IIPR (Índice de Preços Recebidos pelos Produtores Rurais) atingiu uma alta de 24,16% nos primeiros seis meses do ano. Números bem superiores ao IPCA Alimentos que ficou em 4,09%. Na comparação com os meses mais recentes, junho tece o IIPR com a menor índice, ficando em 0,93%, resultante da queda cambial no mês.
O distanciamento entre os preços do campo e das prateleiras de supermercados ficam mais evidentes quando a comparação é feita no período de um ano. Nos últimos 12 meses, o IIPR chegou a um crescimento de 36,08%, enquanto o IPCA Alimentos ficou em 7,61%. Esses resultados são reflexos de uma taxa cambial que atingiu patamares históricos, contribuindo para uma valorização dos preços agrícolas, enquanto as medidas preventivas à pandemia do Covid-19 geraram uma baixa atividade econômica, afetando os produtos que compõem a cesta do IPCA Alimentos.

Fonte: Imprensa Sistema Farsul

Farsul divulga parecer sobre o ITR

Farsul divulga parecer sobre o ITR

Federação orienta produtores e sindicatos quanto a necessidade de laudos probatórios

O ITR (Imposto Territorial Rural) motivou a Farsul a divulgar um parecer onde explica aos produtores e sindicatos rurais os procedimentos necessários relativos à definição dos valores a serem pagos. Apesar de ser um tributo federal, um convênio entre Receita Federal e prefeituras permite que a totalidade da arrecadação fique com os municípios. Isso vem gerando discrepâncias entre o quanto realmente deveria ser pago e o que está sendo cobrado.

Conforme o diretor do Departamento Jurídico da Farsul, Nestor Hein, a composição do valor a ser pago depende, primeiramente, da elaboração de um laudo do executivo municipal onde são explicados, com uma metodologia clara e transparente, os critérios de formação do tributo. “As prefeituras estão cometendo ilegalidades, fazem mal esse laudo. Tem apenas uma fúria arrecadatória e esse não é o sentido do imposto, ele tem até o objetivo de premiar aquele produtor que age corretamente”, comenta.
O primeiro problema está em estipular o VTN (Valor da Terra Nua) no preço de mercado das áreas. “O preço de mercado é simplesmente um ponto inicial dentro das aptidões que as áreas tem dentro dos municípios”, explica Hein. O VTN deve levar em consideração, também, a utilização da terra, definindo as áreas produtivas. Aquelas inaproveitáveis não devem ser taxadas. Por isso, é importante que o produtor tenha um laudo probatório que apresente, além dos espaços produtivos, as benfeitorias realizadas na propriedade.
Como a composição da tributação é composta pelo VTN e considera áreas produtivas e improdutivas, além das benfeitorias, faz com que os valores sejam definidos individualmente para cada propriedade. “Cada propriedade tem seu histórico e isso deve fazer parte da definição do valor. E o produtor tem que estar consciente disso, com o laudo probatório em mãos. Através desse parecer que estamos distribuindo, procuramos orientar o produtor para que ele esteja preparado”, conclui Hein.

Fonte: Imprensa Sistema Farsul

Estudo de cultivar de soja identifica diferença de até 38 sacos por hectare em uma mesma localidade

Estudo de cultivar de soja identifica diferença de até 38 sacos por hectare em uma mesma localidade

Pesquisa foi detalhada pela Fundação Pró-Sementes, Sistema Farsul e Bayer e apontou desempenho de 39 cultivares em oito locais

O estudo das cultivares de soja da safra 2019/2020, divulgado nesta terça-feira (07/07) pelo Sistema Farsul e Fundação Pró-Sementes, permitiu identificar quais sementes produziram melhores resultados em condições climáticas adversas no Rio Grande do Sul. A pesquisa, que analisa o desempenho de 39 cultivares em oito locais de três microrregiões sojícolas, é uma ferramenta para que os produtores possam escolher a variedade com o desenvolvimento mais adequado para a sua situação de plantio, evitando perdas de produtividade. Foram avaliados dois períodos distintos de semeadura.

De acordo com o levantamento, a maior diferença de produtividade entre cultivares em uma mesma região ficou em 38 sacos por hectare. O resultado foi observado em Vacaria, local que alcançou os melhores índices do estudo. Isso significa que um produtor que opta pela cultivar mais produtiva ganharia R$ 3.610,00 a mais por hectare do que aquele que optasse pela variedade de pior desempenho para aquele local.

As condições climáticas da safra 2019/2020 causaram uma grande amplitude nos resultados obtidos. A região de Vacaria chegou a registrar 108 sacos por hectare, enquanto outros locais, como São Gabriel, não chegaram a obter mais do que 42 sacos por hectare. Isso se deve às variações, como excesso de chuva em outubro, que propiciou o desenvolvimento de doenças fúngicas, e estiagem em dezembro e de fevereiro a maio.

Segundo a coordenadora de pesquisa da Fundação Pró-Sementes, Kassiana Kehl, embora os resultados da última safra tenham sido inferiores de uma forma geral em comparação com a média dos últimos anos devido a fatores climáticos, o estudo forneceu informações importantes: “foi uma oportunidade para avaliar o desempenho das cultivares, tanto em termos produtivos quanto ao comportamento frente a doenças fúngicas relacionadas ao solo, e desenvolvimento frente a altas temperaturas e estresse hídrico. Para quem pretende usar o estudo como ferramenta, é importante ressaltar que não basta ao produtor observar a cultivar que obteve a maior produtividade na sua localidade. É necessário analisar quais as sementes apresentaram um desempenho consistente na região, para ampliar as chances de obter um resultado favorável com o plantio”, avisa.

O presidente do Sistema Farsul, Gedeão Pereira, destaca que o estudo se torna ainda mais relevante em um cenário de dificuldades e perdas em função do clima: “Com os preços de soja que temos agora, se tivéssemos tido uma safra cheia o produtor rural estaria satisfeito. Infelizmente, não tivemos. Precisamos de mais segurança e este trabalho contribui com informações importantes para tomada de decisão, numa realidade em que temos um estado com cenários bem distintos”, afirma.

O superintendente do Senar-RS, Eduardo Condorelli, afirma que o estudo está em sintonia com a missão do Senar-RS de levar as principais inovações tecnológicas ao conhecimento do produtor rural e orientá-lo na transformação das informações em produtividade e rentabilidade: “Não existe tecnologia ruim, mas existe tecnologia mal aplicada. É a oportunidade de os produtores terem acesso à melhor tecnologia, que é aquela que funciona na sua realidade, tendo como base critérios técnicos e científicos”, ressalta.

O estudo é uma realização da Farsul e Fundação Pró-Sementes, e contou com o patrocínio do Senar-RS e da Bayer. Ele pode ser acessado endereço neste link . A Farsul distribuirá ainda aos Sindicatos Rurais a publicação impressa dos resultados a cada safra.

Confira o vídeo de lançamento do ECR Soja 2019/2020

Edição da Expointer deste ano é cancelada

Edição da Expointer deste ano é cancelada

Decisão foi tomada em comum acordo entre governo e entidades organizadoras

A maior feira agropecuária a céu aberto da América Latina não terá sua edição de 2020. A pandemia do vírus Covid-19 levou os organizadores à suspensão do evento neste ano. Em reunião, realizada por videoconferência na tarde desta quinta-feira (2/7), a Farsul, juntamente com a Secretaria da Agricultura Pecuária e Desenvolvimento Rural, Prefeitura de Esteio, Simers, Fetag-RS, Ocergs e Febrac decidiram pelo cancelamento da Expointer deste ano.
O presidente do Sistema Farsul, Gedeão Pereira, classifica como amarga a difícil decisão, mas necessária. “Uma Expointer sem público é melhor que não exista”, afirmou ao lembrar que a cada edição circulam pelo parque cerca de meio milhão de pessoas. Gedeão destaca que mesmo tomando todas as medidas de proteção possíveis, o risco de contaminação seria muito grande. “As pessoas são muito importantes e as suas vidas fundamentais”, ressalta.

Ouça a manifestação do presidente do Sistema Farsul, Gedeão Pereira.

 

Variação cambial impacta em indicadores do agronegócio

Variação cambial impacta em indicadores do agronegócio

IICP e IIPR registraram alta em maio por influência direta da taxa de câmbio

A variação de quase 6% na taxa de câmbio influenciou diretamente nos custos de produção e nos preços dos produtos agropecuários no mês de maio. Conforme relatório divulgado nesta quarta-feira (1/7), pela Farsul, o Índice de Inflação dos Custos de Produção (IICP) registrou alta de 1,78%, enquanto o Índice de Inflação dos Preços Recebidos pelos Produtores Rurais (IIPR) cresceu 7,26%.
No caso dos custos de produção, além do impacto do câmbio, a recuperação do preço do petróleo também colaborou no resultado. A variação cambial vem acelerando o IICP no acumulado do ano (3,64%) e em 12 meses (3,41%). Comportamento diferente do IPCA que tem queda de 0,16% no acumulado no ano.
A tendência é que o indicador siga em alta nos próximos meses, especialmente em relação ao comportamento do preço do petróleo. Como a taxa cambial também deve permanecer alta, o produtor deve dar especial atenção aos custos de produção em 2020.
No caso do IIPR, outro fator também teve forte influência, a estiagem. O acumulado do ano registra 23,02%. Em 12 meses, o indicador cresceu 42,59%, chegando próximo ao recorde registrado durante a seca de 2012. A alta cambial garantiu o preço interno das commodities que se mantiveram abaixo de 2019 durante o mês de maio no mercado internacional.
Na comparação com o IPCA Alimentos, o IIPR acumulado em 12 meses tem valorização mais acelerada. Além da taxa cambial estar em um patamar historicamente alto, valorizando os preços agrícolas, a baixa da atividade econômica no país, reflexo do distanciamento social no combate ao Covid-19, afeta muitos produtos que compõe o IPCA Alimentos.

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