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Faturamento da produção agropecuária deve encerrar 2019 em R$ 588,8 bilhões

Faturamento da produção agropecuária deve encerrar 2019 em R$ 588,8 bilhões

Neste ano, o setor pecuário deve ter aumento de 2,6%, enquanto que as lavouras terão estabilidade

DATAGRO

O Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária brasileira deve atingir R$ 588,8 bilhões em 2019, leva alta de 0,8% sobre os 584,3 bilhões registrados no ano passado. Segundo informações do Ministério da Agricultura, desse montante, as lavouras representam R$ 392,4 bilhões e a pecuária, R$ 196,4 bilhões. Neste ano, o setor pecuário deve ter aumento de 2,6%, enquanto que as lavouras terão estabilidade.

Os preços agrícolas de diversos produtos e a produtividade agrícola são os principais responsáveis pelos resultados do VBP estimado para este ano. Para a maior parte dos produtos analisados os preços reais estão acima dos do ano passado e alguns apresentam recuperação.

Os dados mostram que milho, algodão, laranja, feijão e batata-inglesa apresentam as maiores taxas de crescimento real no valor. Feijão e batata-inglesa lideram os aumentos de valor com 105,1% e 98,4%, respectivamente. O algodão alcança o valor mais elevado na série estudada, R$ 40,3 bilhões. Este valor supera em duas vezes o da produção do café, que pelo terceiro ano consecutivo tem redução, destaca José Gasques, coordenador geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícolas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Os produtos que têm apresentando pior desempenho são arroz, com queda de 8,4% do VBP, café (-19,6%), cana-de-açúcar (-6,3%), mandioca (-4,2%) e soja (-12%). Na pecuária, suínos, leite e ovos também têm apresentado redução de valor em relação a 2018.

Os resultados regionais mostram que o Centro-Oeste e o Sul lideram o VBP, vindo a seguir, Sudeste, Nordeste e Norte. Os estados de Mato Grosso, São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Rio Grande do Sul são responsáveis por 59,4% do VBP do país e por 89% do valor das lavouras.

Ministra diz que decreto vai recompor subsídio em energia para agronegócio

Ministra diz que decreto vai recompor subsídio em energia para agronegócio

Descontos seriam reduzidos em 20% a cada ano, conforme medida publicada no governo Temer. Segundo Tereza Cristina, documento que retoma incentivo já está assinado.

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse que o governo federal já tem pronto decreto que irá recompor subsídios do agronegócio em energia, após medida assinada nos últimos dias da gestão anterior ter estabelecido um corte gradual do incentivo ao longo dos próximos cinco anos a partir de 2019.

“Já está assinado, por mim há mais de duas semanas, pelo ministro (de Minas e Energia) Bento (Albuquerque). Devido à agenda complicada do ministro (da Economia) Paulo Guedes, eu soube que ele assinou ontem, já está na mesa do presidente da República, assim que ele chegar ao Brasil, ele vai assinar e vai para o Diário Oficial”, disse ela nesta quarta-feira (3).

“Volta o que era antes, na verdade não tem inovação”, acrescentou a ministra, ao falar com jornalistas em Brasília, sem detalhar.

Força da bancada

A decisão mostra a força do setor agropecuário, que tem uma das maiores bancadas no Congresso Nacional, em momento em que o governo negocia a aprovação da reforma da Previdência.

O corte gradual em subsídios concedidos ao agronegócio nas tarifas de energia foi decretado na gestão de Michel Temer e pelo então ministro de Minas e Energia Moreira Franco, mas sofreu forte oposição de parlamentares ligados ao setor, que apresentaram diversas propostas legislativa para cancelar a medida.

Após o movimento no Congresso, o Ministério de Minas e Energia disse que o assunto seria estudado junto às pastas de Agricultura, Economia, do Desenvolvimento Regional e da Casa Civil.

O decreto de Temer previa reduzir em 20% ao ano os descontos dados a agricultores e irrigantes nas contas de luz, o que extinguiria o benefício em cinco anos. A medida também atingiu empresas de água e esgoto.

Subsídio bilionário

Em 2017, esses descontos tarifários representaram R$ 2,6 bilhões em subsídio a clientes rurais e mais R$ 780 milhões para consumidores que fazem uso de irrigação.

Os subsídios presentes nas contas de luz, que têm os custos bancados por todos os consumidores, são apontados por especialistas como uma das principais causas para o forte aumento das tarifas de energia no Brasil na última década.

Esses benefícios, que incluem também descontos para clientes de baixa renda e até incentivos ao carvão mineral, devem demandar um R$ total de 20,2 bilhões em 2019, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O atual ministro de Minas e Energia, almirante Bento Albuquerque, chegou a dizer ao assumir o cargo que sua gestão iria “buscar a redução de encargos e subsídios que hoje representam significativa parcela do preço ao consumidor final”.

Fonte: Por Reuters

Brasil registra 40 mil casos de intoxicação por agrotóxicos em uma década

Brasil registra 40 mil casos de intoxicação por agrotóxicos em uma década

No Paraná, estado com maior número de casos relatados, comunidades se organizam para tentar se livrar dos efeitos dos venenos. Uma das opções é ‘cortina verde’.

O agrotóxico é uma ferramenta de trabalho comum na agricultura, mas esses produtos podem ser perigosos e muitas vezes são usados de maneira errada. De 2007 a 2017, data do último levantamento oficial, foram notificados cerca de 40 mil casos de intoxicação aguda por causa deles. Quase 1.900 pessoas morreram.

Segundo maior produtor de grãos do país, o Paraná é o estado com o maior número de casos relatados – e também o que tem o sistema mais eficiente de notificações.

Muitas comunidades paranaenses estão se organizando para tentar se livrar dos efeitos dos venenos agrícolas. Em alguns casos, ele chega pelo ar.

“A gente sente o cheiro do veneno entrando pela janela”, conta Mauritânia Guedes, que mora em Luiziana. Na cidade cercada por lavouras, apenas a rua separa as casas da plantação em alguns bairros.

Luiziana se tornou um dos primeiros municípios do Paraná a fazer valer uma lei que impõe regras para o uso de agrotóxicos ao redor da cidade.

A regra entrou em vigor no final de 2017 e determina que os agricultores que quiserem produzir perto de núcleos habitacionais têm que implantar “cortinas verdes”.

“Cortinas verdes”são duas fileiras de árvores, uma arbórea e uma arbustiva, para o controle do agrotóxico. Elas têm que ser implantadas há 50 metros da divisa da propriedade com o núcleo urbano.

O agricultor até pode produzir nesta área, desde que não use veneno.

Fazer a barreira é opcional, mas, sem ela, é proibido usar agrotóxico numa faixa de 100 metros da cidade.

Na frente do hospital

Campo Mourão tem um caso semelhante. A Santa Casa, que abriga também um centro de tratamento de câncer e uma maternidade, fica em frente a uma imensa lavoura que também usa agrotóxico.

O Ministério Público está notificando os agricultores sobre uma lei que a cidade tem desde 1997, que proíbe a aplicação de veneno a 100 metros de qualquer núcleo habitacional.

A fazenda perto da Santa Casa pertence a José Luiz Gurgel e ao filho dele, Luiz Gustavo, ambos advogados. Segundo eles, a área onde está a o hospital pertencia à propriedade e foi doada pela família.

Luiz Gustavo não concorda com a proibição: “O agrotóxico que se passava aqui em hipótese alguma causou prejuízo para qualquer criança que nasça aqui. Os meus filhos nasceram aqui na Santa Casa”.

Apesar disso, ele afirma que cumprirá a lei. “Nós vamos trabalhar 100% com produtos orgânicos, sem agrotóxicos”, afirma. “Se, infelizmente, nós tivermos alguma praga que não se mate sem agrotóxicos, nós vamos ter que tombar a terra, acabar com a produção e depois cobrar, logicamente, de quem for necessário”, diz.

É possível produzir sem agrotóxico?

Na safra 2017/ 2018 o país produziu cerca de 228 milhões de toneladas de grãos. E consumiu quase 500 mil toneladas de agrotóxicos em 2017, segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

“O Brasil é um grande usuário de agrotóxicos, sim, porque, de fato, nós temos uma agricultura que é uma das maiores do mundo. Então, nesse sentido, é compatível”, diz o agrônomo Marcelo Morandi, chefe da Embrapa Meio Ambiente.

Ele explica que o modelo de agricultura intensiva, praticado no mundo todo desde o final da Segunda Guerra mundial, fez crescer a produção global de alimentos. E trouxe junto com ele a necessidade de combater pragas e doenças que atacam as lavouras.

Ranking

Para a Andef – entidade formada pelas indústrias que desenvolvem e fabricam agrotóxicos –, o uso desses produtos no país é eficiente.

“(O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo?) Não. Quando a gente olha utilização por área, o Brasil já cai para sétimo”, afirma Mário von Zuben, diretor-executivo da associação.

“Se a gente olha por tonelada de produto extraída da área onde foi aplicado, o Brasil é o 13º. A gente deixa para trás países como os Estados Unidos, Canadá, países europeus como a Inglaterra, Alemanha, a própria França. Isso mostra eficiência na utilização dessa tecnologia aqui.”

Os dados da Andef mostram que, em média, o Brasil gasta menos de R$ 35 para produzir uma tonelada de alimentos. Os EUA gastam R$ 44. E no Japão, primeiro colocado neste ranking, o valor é de R$ 372.

Segundo Zuben, atualmente não seria possível eliminar o agrotóxico do processo de produção. “Nós traríamos uma crise mundial de alimentos. De fome”, avalia.

Em 2017, o mercado de agrotóxicos movimentou mais de R$ 33 bilhões no Brasil. Os campeões de venda são os herbicidas, usados principalmente na cultura da soja. Em seguida, vêm fungicidas e inseticidas.

Fonte: Globo Rural

Aprosoja diz a Bolsonoraro que nunca foi tão caro produzir

Aprosoja diz a Bolsonoraro que nunca foi tão caro produzir

Segundo a entidade, custos de produção da oleaginosa são os maiores da história.

Produzir alimentos no Brasil está cada vez mais caro e tirando a competitividade do setor produtivo. Este foi o recado dado pela Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) ao presidente Jair Bolsonaro, durante encontro realizado na última sexta-feira (15), no Palácio do Planalto, em Brasília (DF).

Ao fazer uma apresentação sobre os principais desafios da produção ao presidente da República, Bartolomeu Braz, presidente da Aprosoja Brasil, disse que os custos de produção são os maiores da história.

“Os produtores de soja estão com dificuldades para honrar seus compromissos. Na época em que colhíamos 40 sacas por hectare tínhamos renda. Agora produzimos mais de 60 sacas por hectare e não temos renda. Produzir alimentos está cada vez mais caro”, afirmou.

Promovida para discutir políticas públicas que possam tornar a agropecuária e o agronegócio brasileiro mais competitivos, a reunião contou com a presença do ministro chefe da Casa Civil, Onix Lorenzoni, do líder do governo na Câmara Federal, deputado major Vitor Hugo (PSL-GO), e de representantes de entidades do setor agropecuário.

Em relação ao futuro do Mercosul, Bartolomeu defendeu mudanças e um olhar para o livre comércio, de tal forma que permita que haja melhores condições aos produtores rurais para a compra de insumos e equipamentos de países vizinhos.

“Por que não nós não podemos comprar os mesmos produtos de outros países da mesma forma como os nossos produtos saem daqui para lá? Esse agro da porteira para fora está sacrificando o produtor rural que está endividado e buscando uma forma de sair dessa situação”, frisou Bartolomeu.

A dificuldade de acesso dos produtores rurais em relação ao seguro foi outro ponto abordado pelo presidente da Aprosoja Brasil.

“Coloquei para o presidente que poucas áreas são cobertas por seguro e, com isso, quando há uma condição climática, como houve este ano, ocorre um novo endividamento entre os produtores. A Aprosoja tem trabalhado muito para viabilizar a produção. O governo precisa entender que agronegócio é uma coisa, agropecuária é outra. O agronegócio sem agropecuária não existe. A agropecuária é o grande motor que impulsiona o país”, pontuou.

O presidente da Aprosoja Brasil demostrou preocupação com a ameaça de fim da Lei Kandir. “Se ela deixar de existir será inviabilizada toda a produção brasileira”, finalizou.

Por DATAGRO

Brasil pode contar com novo fundo para financiar produção agrícola

Brasil pode contar com novo fundo para financiar produção agrícola

Projeto de Lei prevê que fundo seja administrado pelo Ministério da Agricultura.

Está em análise na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 367/19, que pretende criar o Fundo Nacional do Desenvolvimento Rural e Produção Agrícola. Segundo informou a Agência Câmara, o objetivo da proposta é criar reservas para financiar a produção agrícola no País e promover a inovação tecnológica no setor rural.

O fundo será administrado pelo Ministério da Agricultura. A gestão será feita por meio de um conselho gestor composto por membros das principais entidades ligadas ao setor, que será formado por dois representantes da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), dois representantes da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e dois representantes do governo federal.

O fundo será alimentado pelas seguintes fontes de recursos: dotações orçamentárias; convênios firmados com entidades da administração pública federal, estadual ou municipal; doações; empréstimos e retorno das operações de empréstimo; entre outras.

Brasil deve ter menor safra de soja em 3 anos, diz AgRural

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Soja anda de lado no Brasil

Soja anda de lado no Brasil

Produtores estão retraídos, esperando que os problemas climáticos elevem os preço
Segundo apurou a pesquisa diária do Cepea, os preços da soja no mercado físico brasileiro fecharam a quarta-feira (30.01) com preços médios da soja oferecidos pelas tradings sobre rodas nos portos subindo apenas 0,05%, para R$ 77,50/saca. Mesmo assim, a oscilação do mês ainda ficou negativa em 3,33% em relação ao último preço de dezembro.

Já no interior os preços subiram 1,24%, segundo a mesma pesquisa diária do Cepea, para R$ 73,27/saca, reduzindo as perdas de janeiro para 1,22%. “Na maioria dos estados os produtores estão retraídos, esperando que os problemas climáticos elevem os preços”, aponta a T&F Consultoria Agroeconômica.

“Com o dólar subindo apenas 0,06%, Chicago subindo apenas 0,11% e os prêmios permaneceram praticamente inalterados (com exceção de fevereiro onde subiram 8 cents/bushel)”, complementa o analista da T&F Luiz Fernando Pacheco.

FUNDAMENTOS

A grande maioria do Centro brasileiro enfrenta temperaturas bem acima da média para os próximos 15 dias, aponta a Consultoria AgResource: “Uma massa de ar quente de alta pressão sobre o Centro-Leste do país tem impedido a chegada de chuvas expressivas para todo o oeste da Bahia, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e lado norte do Paraná. Este padrão está programado para durar por mais 4-6 dias, quando começa a perder forças dando espaço para a volta das precipitações, com uma maior interferência da região amazônica”.

“A generalização das chuvas deve ser um evento improvável nestas próximas 2 semanas, entretanto áreas dispersas pelos estados citados receberão índices pluviométricos entre 15-35mm a partir do dia 5 de fevereiro. As atuais leituras climáticas não são favoráveis para o fechamento da safra verão no Brasil”, concluem os analistas da ARC Mercosul.

Por: AGROLINK –Leonardo Gottems  / Imagem créditos: Foto: Divulgação